Disney prepara milhares de demissões e estabelece meta de corte de até 20% nos custos

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A Disney está passando por mais uma grande reorganização interna, e as mudanças que começaram no início de 2026 podem estar longe de terminar. Nos últimos meses, funcionários de diferentes divisões já perderam seus empregos, enquanto a companhia tenta reduzir despesas e direcionar investimentos para áreas consideradas prioritárias.

Desde que Josh D’Amaro assumiu o comando da empresa em março, as medidas atingiram setores como cinema, televisão, tecnologia, marketing e recursos humanos.

Agora, a dimensão dos próximos cortes pode ser bem maior do que se imaginava.

Segundo uma reportagem da Bloomberg publicada nesta terça-feira (3), a Disney está se preparando para eliminar milhares de postos de trabalho e pediu a determinados gestores que identifiquem oportunidades para reduzir os custos anuais em até 20%.

As informações foram obtidas com pessoas familiarizadas com as discussões internas, que solicitaram anonimato porque os planos ainda são confidenciais. Procurada pela Bloomberg, a Disney se recusou a comentar.

Estúdios, canais de TV e parques podem ser atingidos

A redução de despesas deverá atingir diferentes áreas da companhia, mas não necessariamente na mesma proporção.

Entre os negócios que podem sofrer os maiores cortes estão os estúdios de cinema, os canais de televisão e os parques temáticos.

A meta de 20% não significa que a Disney pretende demitir um quinto de seus funcionários. O percentual se refere à economia anual solicitada a determinados gestores, que poderá ser alcançada tanto com a eliminação de cargos quanto com a redução de outras despesas.

O número exato de postos de trabalho ameaçados ainda não foi divulgado, assim como o calendário das possíveis demissões.

De acordo com a Bloomberg, Josh D’Amaro pretende utilizar parte do dinheiro economizado para ampliar investimentos em filmes, séries, tecnologia, parques temáticos e cruzeiros.

A estratégia combina redução de gastos operacionais com a transferência de recursos para negócios nos quais a Disney pretende crescer.

A companhia também enfrenta mudanças no comportamento do público, especialmente com a queda de audiência da televisão tradicional, a concorrência no streaming e o avanço de empresas de tecnologia sobre o mercado de entretenimento.

Disney já demitiu milhares de funcionários nos últimos anos

A possibilidade de uma nova onda de demissões surge pouco mais de um mês depois de a Disney dispensar centenas de funcionários dos departamentos de recursos humanos e tecnologia, no final de setembro.

Naquela ocasião, os cortes atingiram aproximadamente 300 pessoas, segundo estimativas divulgadas pela imprensa norte-americana.

Em abril, cerca de 1.000 cargos já haviam sido eliminados, principalmente após uma reorganização das operações de marketing. Outras centenas de profissionais perderam seus empregos em julho.

Em agosto, a empresa também ofereceu aposentadoria antecipada a funcionários mais antigos. Na época, a diretora de Recursos Humanos, Sonia Coleman, avisou que as reduções involuntárias de pessoal poderiam continuar em 2027.

Os cortes não começaram na atual administração. Em 2023, durante o comando de Bob Iger, a Disney anunciou a eliminação de 7 mil empregos como parte de um programa de economia de US$ 5,5 bilhões.

Ao final do último ano fiscal, a companhia empregava aproximadamente 231 mil pessoas em todo o mundo.

A nova reportagem da Bloomberg indica que a administração de Josh D’Amaro está avaliando uma redução ainda mais ampla de despesas, mas, até o momento, não existe confirmação oficial sobre quantos funcionários serão demitidos, quais unidades serão mais afetadas ou quando as medidas poderão entrar em vigor.

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