Disney+ pode estar testando inclusão de eventos ao vivo; entenda!


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Na última sexta-feira (28), o Disney+ dos Estados Unidos surpreendeu ao incluir documentários 30 for 30 da ESPN em seu catálogo, semelhante ao que acontece no Brasil com o Star+. Da mesma forma, foi revelado que Austrália e Nova Zelândia também começarão a receber documentários da ESPN em fevereiro.

Agora, o Helison Medeiros, que se tornou uma verdadeira referência no mapeamento dos códigos do Disney+, Star+ e outros serviços de streaming (e certamente é um grande talento que a Disney no Brasil está perdendo), identificou um link no mapa do site do Disney+ nos Estados Unidos que chama a atenção.

A URL encontrada é idêntica aos links usados pelo Star+ para exibição de eventos esportivos ao vivo, e isso não existia antes. O Helison esclareceu que o endereço encontrado não está funcional, isto é, não direciona com sucesso para um evento esportivo, provavelmente porque trata-se somente de um teste, mas reforçou que é um indício claro de que algum movimento com relação a integração entre ESPN e Disney+ está acontecendo.

Diante disso, e considerando as constantes mudanças no mercado de streaming ao redor do mundo, onde a variedade de conteúdo, incluindo esportes, pode fazer toda a diferença, imaginamos as seguintes possibilidades:

1 – As plataformas do Hulu e ESPN+ serão migradas

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Quando o Star+ foi anunciado pela primeira vez para a América Latina durante o Disney Investor Day de 2020, os apresentadores deixaram claro que seria um novo serviço de streaming construído na mesma plataforma tecnológica do Disney+, o que realmente pode ser constatado não só pela interface, mas principalmente pela estrutura dos códigos das páginas.

As alterações observadas recentemente pelo Helison Medeiros podem indicar que a Disney está trazendo a mesma abordagem para os serviços de streaming exclusivos dos Estados Unidos, Hulu e ESPN+, que eventualmente passariam a usufruir de um sistema semelhante ao Star+.

2 – ESPN+ e Disney+ serão unificados nos EUA

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Hulu, ESPN+ e Disney+ são plataformas independentes nos Estados Unidos, mas sempre houve uma campanha de marketing forte nos EUA para a venda do pacote contendo os três, chamado The Disney Bundle.

Vale lembrar que havia uma divergência de estratégia de mercado entre os dois últimos CEOs da Disney sobre o futuro do Hulu. Com a saída de Bob Iger da The Walt Disney Company, talvez seja o início de um novo movimento de Bob Chapek para encerrar o Hulu e unificar as três plataformas em uma só.

A princípio, não haveria restrição para que isso aconteça com o ESPN+. Já o Hulu não pertence integralmente à The Walt Disney Company. Embora tenha participação majoritária com a compra da Fox, a empresa divide o controle do serviço com a Comcast, que detém 33%. A fusão do Hulu ou qualquer outro movimento nesse sentido poderia acontecer, em tese, a partir de 2024, ano em que a Comcast concordou em vender sua fração à Disney.

3 – Star+ e Disney+ serão unificados na América Latina

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A terceira possibilidade, que poderia ou não ser um complemento da segunda, envolve a América Latina, e consequentemente, o Brasil. Quando o Star+ foi anunciado como um serviço independente com aplicativo e assinatura separados do Disney+, a recepção do público latino não foi das melhores, com muita gente pedindo para que fosse tudo incluído no Disney+, a exemplo do que acontece em vários outros países, incluindo Canadá, Europa e Oceania.

A principal diferença nessas regiões é que o Disney+ não conta com a programação esportiva ao vivo da ESPN no Star+, justamente o que parece estar em testes nesse momento.

O que vem por aí?

Independente do que esteja acontecendo, precisaremos aguardar por informações oficiais ou mais indícios nos códigos que indiquem para que lado a Disney está direcionando suas novas estratégias.

A gigante do entretenimento já mostrou que entrou pra valer no mercado de streaming e muitos analistas apontam que ela pode desbancar a Netflix em alguns anos, especialmente após ter anunciado 33 bilhões de dólares na geração de conteúdo apenas em 2022, mais do que o dobro do que a atual líder do segmento pretende investir (14 bilhões de dólares).

Como disse o fundador e ex-CEO da Netflix, Marc Randolph, no ano passado, a Disney “lutou para chegar a uma posição realmente forte“, e complementou: “É realmente uma guerra de quem está preparado para fazer o conteúdo“.

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Atualizado em 29/01/2022


1 comentário

    • Roberto Carlos em 01/03/2022 às 17:45
    • Responder

    Eu acho uma safadesa o que a Disney fez na América Latina, eu mesmo quase assinei a anuidade do Disney+ na época que lançou, achava que D+ ia ter o conteúdo FoX, a minha sorte foi que deu um problema na hora de assinar e eu não consegui, foi muita sorte mesmo. Hoje estou bem feliz assinando e Netflix, pago o mesmo valor, pelo ao menso tenho uma vasta gama de conteúdo, não vou assinar a Disney nem tão cedo. A menos que eles fundirem com o Star+, aí vou assinar com todo prazer, mas pagar 30 reais pra assistir só desenho e programa Family, tou fora.

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