Disney+ testa no Brasil formato criado para acompanhar vários jogos do US Open

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As primeiras rodadas de um Grand Slam criam um problema curioso para quem gosta de tênis. São tantas partidas acontecendo ao mesmo tempo que escolher apenas uma significa perder vários dos melhores momentos do dia.

No US Open, a situação fica ainda mais evidente. O complexo de Flushing Meadows, em Nova York, recebe jogos simultâneos em várias quadras, com favoritos, campeões e possíveis surpresas entrando em ação praticamente ao mesmo tempo.

A ESPN resolveu tratar esse excesso de opções de uma forma diferente em 2026. Inspirada em um formato bastante associado ao futebol americano, a emissora criou uma transmissão que troca de partida conforme os pontos mais importantes acontecem.

E essa novidade não ficou restrita aos Estados Unidos. A ESPN Brasil confirmou oficialmente que o RedZone no US Open foi disponibilizado diretamente no Disney+ brasileiro, com sete horas diárias de programação e cobertura das 16 quadras do torneio.

Como funciona o RedZone do US Open

Em uma transmissão convencional de tênis, o espectador normalmente acompanha uma partida até o fim ou precisa trocar manualmente de sinal para descobrir o que está acontecendo em outra quadra.

O RedZone segue outro caminho. A equipe da ESPN acompanha os confrontos simultaneamente e muda o sinal conforme surgem pontos decisivos, games importantes e outros momentos que merecem atenção.

Na prática, a programação funciona como uma espécie de central ao vivo do US Open. Em vez de exigir que o assinante escolha uma das 16 quadras e permaneça nela, a própria produção determina para onde a transmissão deve ir.

Segundo a ESPN Brasil, foram sete horas por dia, das 11h às 18h, com poucas interrupções comerciais. O formato ficou disponível no Disney+ brasileiro até esta sexta-feira, 4 de setembro, período que corresponde às primeiras rodadas do torneio.

A ESPN montou ainda um rodízio de comentaristas para acompanhar a programação. Entre os nomes escolhidos estão John McEnroe, Patrick McEnroe, Andy Roddick, Chris Eubanks, Mary Joe Fernandez e Caroline Wozniacki.

A escolha desse período não foi por acaso. É justamente no começo do US Open que o número de partidas simultâneas é maior, o que favorece uma cobertura que pode saltar rapidamente de uma quadra para outra.

O tênis já tinha presença extensa no streaming da Disney no Brasil há vários anos. Na época do Star+, por exemplo, o US Open chegou a contar com dezenas de sinais disponíveis simultaneamente. Agora, a diferença está na forma de organizar todo esse conteúdo em uma única transmissão.

Brasil recebeu o formato de forma diferente dos Estados Unidos

Outro detalhe chama atenção nessa estreia. O RedZone não foi distribuído da mesma maneira nos Estados Unidos e no Brasil.

No mercado norte-americano, o programa estreou em 30 de agosto dentro do aplicativo da ESPN e ficou disponível para assinantes do plano ESPN Unlimited. O serviço esportivo direto ao consumidor foi lançado nos Estados Unidos em 2025 e reúne canais, eventos ao vivo e recursos próprios do aplicativo.

A ESPN já vinha ampliando essa estrutura, que também faz parte de pacotes combinados com Disney+ e Hulu nos Estados Unidos. O ESPN Unlimited funciona de maneira diferente da oferta brasileira, onde o conteúdo esportivo da ESPN está integrado ao Disney+.

No Brasil, a empresa escolheu justamente o Disney+ para colocar o RedZone do US Open à disposição do público.

É uma diferença importante porque mostra como produtos desenvolvidos para o novo ecossistema digital da ESPN nos Estados Unidos podem receber outra distribuição em mercados onde a estrutura da Disney é diferente.

Isso já aparece em outras iniciativas recentes. A ESPN vem ampliando sua presença dentro do Disney+ em diversos países, enquanto na América Latina essa integração ocorreu mais cedo, depois que o conteúdo esportivo do antigo Star+ passou para a plataforma principal da Disney.

O RedZone do US Open também serve como uma experiência bastante diferente das transmissões tradicionais disponíveis no serviço. O assinante continua podendo acompanhar jogos individuais, mas recebeu durante os primeiros seis dias do torneio uma alternativa pensada para quem prefere ver rapidamente o que há de mais importante entre várias partidas.

Nos Estados Unidos, a própria ESPN apresentou o formato como uma novidade de sua cobertura de tênis. A empresa ainda não anunciou se pretende repetir a ideia em outros Grand Slams ou competições.

Por enquanto, a edição de 2026 do US Open foi o primeiro grande teste dessa abordagem no tênis da ESPN, e o Brasil esteve entre os mercados que receberam a novidade, diretamente pelo Disney+.

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