Toy Story já vale mais que Marvel, Pixar e Lucasfilm juntas para a Disney

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Toy-Story-5-Pixar Toy Story já vale mais que Marvel, Pixar e Lucasfilm juntas para a Disney

Um estudo encomendado pela própria Disney chegou a um número que impressiona até quem acompanha de perto os bastidores do estúdio. A pergunta que motivou a pesquisa era simples: quanto dinheiro Toy Story já colocou em movimento desde sua estreia, em 1995?

A resposta joga luz sobre um detalhe que poucos fãs param para calcular. Trinta anos de Woody, Buzz e companhia não geraram apenas ingressos de cinema e brinquedos nas prateleiras. Eles alimentaram uma cadeia inteira de fornecedores, lojas, fábricas e prestadores de serviço ao redor do planeta, muito além do que aparece nos balanços da própria Disney.

E é justamente nesse ponto que o levantamento se torna surpreendente. A firma independente Steward Redqueen, contratada pela Disney para conduzir a análise, calculou que a franquia já é responsável por US$ 51 bilhões em atividade econômica desde que o primeiro filme chegou aos cinemas.

Para efeito de comparação, esse valor supera o que a própria Disney pagou para comprar Pixar, Marvel e Lucasfilm somadas, negócios que juntos custaram US$ 15,4 bilhões ao estúdio. Toy Story, sozinho, já rendeu mais do que o preço de três dos maiores ativos de entretenimento já adquiridos pela companhia.

De onde vem esse dinheiro

Grande parte dos US$ 51 bilhões não entra direto no caixa da Disney. O relatório aponta que boa parte do total vem da venda de produtos licenciados, incluindo roupas, bonecos e jogos estampados com os personagens da franquia. Esses números também levam em conta transporte, turismo, manufatura e consumo de energia ligados a assistir aos filmes, visitar atrações temáticas nos parques e fabricar itens de merchandising.

Quando o recorte é apenas o que entra diretamente no bolso da Disney, o valor cai para US$ 16,2 bilhões. Essa fatia inclui vendas de ingressos, aluguel de conteúdo para assistir em casa e comercialização de produtos oficiais.

O estudo chega em um momento oportuno. Toy Story 5 já passou de US$ 880 milhões em bilheteria mundial desde a estreia, em junho, e segue como o título mais assistido da franquia no Disney+.

Para Asad Ayaz, diretor de marca da Disney, os números refletem algo raro no mercado de entretenimento. “Não creio que existam muitas outras franquias abraçadas por público e crítica ao longo de três décadas”, afirma o executivo. Segundo ele, quem era criança quando o primeiro filme estreou hoje leva os próprios filhos para assistir ao quinto capítulo.

Três gerações, um mesmo público fiel

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O levantamento também mapeou quem exatamente movimenta esses bilhões. Os millennials, que cresceram junto com os personagens, respondem por 74% de toda a atividade econômica gerada pela franquia. A Geração Z contribui com 19% do total, enquanto a Geração Alfa, a mais nova entre os públicos analisados, já representa 7%.

Quase US$ 25 bilhões desse montante foram registrados apenas nos Estados Unidos, segundo a Steward Redqueen. Califórnia e Flórida, estados onde ficam os parques temáticos da Disney, lideram os ganhos, seguidas por Texas, Nova York e Illinois.

Para chegar a esses valores, a consultoria olhou para gastos de consumidores em cinema, streaming doméstico, produtos licenciados, parques, experiências e música. Depois, separou tudo entre efeitos diretos, aqueles gerados pela própria operação da franquia, e efeitos indiretos, que envolvem fornecedores e parceiros de venda, como distribuidores e varejistas que comercializam produtos de Toy Story, além dos fornecedores desses fornecedores.

Um exemplo prático ajuda a entender a lógica: o dinheiro que um cinema gasta com fornecedores de pipoca também conta, já que esses vendedores lucram, pagam impostos e mantêm empregos com essa renda.

Trata-se do primeiro estudo desse tipo encomendado pela Disney sobre qualquer uma de suas franquias.

Com Toy Story 5 dominando as bilheterias, a pergunta natural é se um sexto filme está a caminho. Ayaz prefere não confirmar nada por enquanto. “Deixo isso a cargo do time da Pixar”, diz o executivo, acrescentando que espera ver mais capítulos, mas destacando que o estúdio costuma esperar até ter uma história que valha a pena contar antes de anunciar uma nova continuação.

Fonte: Variety

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