
Sete anos depois do último filme da saga nas telas grandes, Star Wars voltou ao cinema nesta quinta-feira, 21 de maio. E os primeiros números já chegaram para dar o uma perspectiva do fim de semana.
O retorno não veio sem alguma pressão. O Mandaloriano e Grogu é a primeira grande aposta da franquia desde A Ascensão Skywalker, em 2019, e carrega nas costas a responsabilidade de reconquistar o público das salas escuras depois de anos de produções focadas no streaming.
A expectativa era alta. Os resultados das sessões de pré-estreia, porém, pediram um pouco mais de cautela.
Números de quinta-feira
Segundo o Deadline, o filme arrecadou cerca de US$ 12 milhões no mercado doméstico norte-americano apenas com as sessões de quinta-feira (nos EUA o filme chega com atraso de 1 dia em relação ao Brasil).
Isolado, é um número razoável. Mas, no contexto de um blockbuster de Star Wars voltando ao cinema após sete anos de ausência, o resultado fica um pouco aquém das expectativas.
Para ter uma referência: Han Solo: Uma História Star Wars, lançado em 2018 e considerado um dos pontos mais baixos da franquia em termos de bilheteria, teve um desempenho ligeiramente superior nas mesmas sessões de pré-estreia, com US$ 14,1 milhões.
A projeção atual aponta para uma arrecadação entre US$ 80 milhões e US$ 100 milhões no fim de semana prolongado do Memorial Day nos Estados Unidos, feriado que cai na segunda-feira. A estimativa mundial gira em torno de US$ 160 milhões.
A questão das críticas
O Mandaloriano e Grogu começou sua trajetória no Rotten Tomatoes com 59% de aprovação da crítica especializada, o que na classificação do site representa um “podre”. Após mais avaliações, o índice subiu para 61%, ainda abaixo dos 60% necessários para o selo “fresh”.
Já o público conta uma história diferente: 88% de aprovação entre os espectadores que já assistiram ao filme.
Críticas profissionais raramente derrubam bilheterias de filmes de grande porte. Mas o Rotten Tomatoes tem forte presença entre o público, e o selo vermelho pode influenciar espectadores indecisos na hora de comprar o ingresso.
O que Jon Favreau diz sobre a escolha da dupla
Em entrevista à Total Film, o diretor Jon Favreau admitiu que não tem certeza absoluta do motivo pelo qual esses personagens foram escolhidos para representar o retorno da franquia às telas grandes. Mas ele tem uma teoria:
“Suspeito que tenha sido porque esses são personagens que pessoas que nunca viram Star Wars podem conhecer, especialmente o Grogu. Baby Yoda estava em todo lugar. E esses dois personagens foram usados para lançar o Disney+. Quando a série foi ao ar, não demos como pressuposto que o público tivesse visto Star Wars antes. Mas queríamos que parecesse autêntico ao universo. Agora, sete anos depois do último filme, acho que há uma oportunidade de apresentar Star Wars a uma nova audiência usando esses personagens.”
Favreau também falou sobre sua relação com o universo criado por George Lucas ao anunciar o filme: “Tenho adorado contar histórias no rico mundo que George Lucas criou. A perspectiva de levar o Mandaloriano e seu aprendiz Grogu para a tela grande é extremamente emocionante.”
Kathleen Kennedy, produtora do filme, também comentou a escolha: “Jon Favreau e Dave Filoni trouxeram para Star Wars dois personagens novos e muito amados. Essa nova história é perfeita para o cinema.”
Elenco e vilão
Além de Pedro Pascal no papel de Din Djarin, o filme traz Sigourney Weaver como Ward, uma coronel e líder dos Adelphi Rangers da Nova República, que serviu como piloto na Aliança Rebelde. O vilão principal é Embo, o caçador de recompensas que fez nome em The Clone Wars.