Oscar proíbe IA de concorrer em duas categorias; veja o que muda nas regras

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1000176996 Oscar proíbe IA de concorrer em duas categorias; veja o que muda nas regras

Todo ano a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas revisa suas regras para a temporada seguinte, e desta vez o foco recaiu sobre um assunto que não sai das conversas em Hollywood: a inteligência artificial.

O assunto está ainda mais em evidência depois que o caso de Tilly Norwood, uma atriz gerada por IA usada em uma jogada de marketing, deixou profissionais do setor em estado de alerta.

Nenhum longa-metragem com protagonistas criados por IA chegou às telas ainda, mas a Academia tem o hábito de antecipar tendências na hora de revisar suas diretrizes.

O resultado são mudanças concretas em duas frentes, além de uma virada histórica para a categoria de Filme Internacional que promete abalar a lógica do Oscar como ele é conhecido até hoje.

IA fora da disputa em Atuação e Roteiro

As novas regras deixam claro o que antes estava nas entrelinhas. Nas categorias de atuação, só serão elegíveis performances “comprovadamente realizadas por humanos, com o seu consentimento”.

Já nas categorias de roteiro, ficou decidido que os scripts precisam ter sido escritos por humanos para entrar na disputa.

A Academia também se reservou o direito de pedir mais informações sobre o uso de IA generativa e sobre a autoria humana em qualquer projeto inscrito. É uma sinalização clara de que o tema vai continuar sob escrutínio.

Categoria Melhor Filme Internacional

A outra mudança é ainda mais significativa do ponto de vista histórico. Até agora, cada país podia indicar apenas um filme para a categoria de Melhor Filme Internacional, o que gerou situações constrangedoras ao longo dos anos.

O exemplo mais recente e emblemático foi o da França: em vez de Anatomia de uma Queda, de Justine Triet (que havia conquistado a Palma de Ouro em Cannes e acumulava elogios), o país optou por O Sabor da Vida, de Tran Anh Hung. Anatomia de uma Queda acabou vencendo o Oscar de Melhor Roteiro Original, o que tornou a decisão francesa ainda mais desconcertante na retrospectiva.

A partir do 99º Oscar, os países continuam podendo fazer sua submissão oficial da forma tradicional. Só que agora filmes adicionais poderão ser inscritos se tiverem vencido um prêmio principal em festivais internacionais qualificados.

A lista inclui o Festival de Berlim (Urso de Ouro), o Festival de Busan (Prêmio Busan de Melhor Filme), o Festival de Cannes (Palma de Ouro), o Sundance (World Cinema Grand Jury Prize), o Festival de Toronto (Platform Award) e o Festival de Veneza (Leão de Ouro).

O diretor vira oficialmente um vencedor do Oscar

Há ainda uma mudança sutil, mas de peso simbólico considerável. A partir de agora, o filme será creditado como indicado, e não mais o país ou região. O diretor aceitará o prêmio e terá seu nome gravado na placa da estatueta, logo após o título do filme.

Parece detalhe, mas não é. Diretores como Bong Joon Ho, Asghar Farhadi, Paweł Pawlikowski, Alfonso Cuarón, Jonathan Glazer e Joachim Trier já venceram nessa categoria.

No entanto, tecnicamente, nenhum deles é registrado como “vencedor do Oscar” de forma individual. Joachim Trier, por exemplo, aceitou a estatueta recentemente por Valor Sentimental, mas sem esse reconhecimento formal no seu nome.

Para quem vencer a partir de agora, a estatueta vem acompanhada do título. E isso muda bastante a conversa.

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