Os Testamentos resgata a cena mais emocionante de The Handmaid’s Tale

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Gilead segue seu ritmo implacável. Regras, rituais, obediência. E, no fundo de tudo, segredos que podem custar vidas.

No oitavo episódio de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, as jovens candidatas ao casamento estão cada vez mais perto do altar. O episódio se chama “Quebrado”, e o título cabe bem: há algo prestes a se partir em quase todos os personagens em cena.

A série tem feito um esforço para funcionar de forma independente em relação a The Handmaid’s Tale. Quem nunca assistiu ao drama original consegue acompanhar a história. Mas quem conhece June (Elisabeth Moss) e Tia Lydia (Ann Dowd) vai enxergar muito mais nas entrelinhas.

E “Quebrado” aposta alto nessa memória afetiva. O episódio faz referência a dois eventos centrais de The Handmaid’s Tale, incluindo algo que aconteceu lá na terceira temporada. A forma como esses momentos são incorporados à nova série é elegante e reveladora.

Segredos que pesam, períodos que mudam

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Agnes (Chase Infiniti), Becka (Mattea Conforti) e Hulda (Isolde Ardies) estão oficialmente noivas. Até a garota que tropeçou no chá de apresentação conseguiu um par.

Mas nem todo mundo comemora, e Agnes ainda pensa em Garth (Brad Alexander), que está comprometido com Becka. Becka, por sua vez, pensa em Agnes. Um triângulo de afetos impossíveis dentro de um sistema que não reconhece afeto como critério.

Quem sofre de outro jeito é Shunammite (Rowan Blanchard). Ela ainda não menstruou, e isso, em Gilead, significa estar à margem da única função que a sociedade lhe reserva. Ela e Daisy (Lucy Halliday) são excluídas da “aula de cópula”, o que dói mesmo sendo a educação sexual de Gilead basicamente um manual de submissão. Como Agnes comenta, “nossa educação deixou muito a desejar”.

O episódio vira de cabeça para baixo quando Daisy, agente infiltrada do Mayday que não tem a menor intenção de se casar em Gilead, tem sua primeira menstruação. Ela usa uniformes brancos imaculados de Garota Pérola, não tem acesso a absorventes, e precisa esconder tudo de todo mundo. Ela implora para que Shu não conte nada, e ali nasce uma conexão genuína entre as duas.

Em uma conversa mais íntima, Shu revela o que está por trás da sua obsessão em se encaixar. “Eu fiz tudo o que era esperado de mim”, ela desabafa. Seguiu todas as regras, sorriu nas ocasiões certas, aguentou as perguntas da mãe a cada manhã. E ainda assim, nada.

O que ela carrega, porém, vai além da pressão social. Seu irmão mais novo foi “um dos 68 levados na Noite das Lágrimas”. A mãe ainda usa a foto dele num medalhão. Shu sente o peso de ser a única filha que sobrou. “Não posso ser estéril. Ela não merece isso.”

Daisy, que cresceu em Toronto e estudou Gilead na escola, conhece a Noite das Lágrimas por outro nome: “Voo dos Anjos”.

Quando o passado de June chega até o presente

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Quem assistiu a The Handmaid’s Tale reconhece o momento na hora. Na terceira temporada, June acompanha de perto a agonia de uma Aia grávida mantida em suporte de vida até o bebê poder ser retirado. Diante daquela cena, ela faz uma promessa: vai libertar o maior número possível de crianças de Gilead.

No episódio final da terceira temporada, “SOS”, esse plano vai para a ação. Uma rede de Marthas e Aias reúne dezenas de crianças e as coloca num avião para o Canadá. June, baleada durante a missão, fica para trás, olhando para o céu enquanto o avião parte.

Os Testamentos se passa quatro anos após a sexta temporada de The Handmaid’s Tale, o que coloca o Voo dos Anjos por volta de sete anos atrás. Shu tinha uns nove anos na época. Ela não tinha como entender que seu irmão escapou para uma vida melhor. Para ela e para a mãe, foi uma perda. E Gilead tratou de manter assim.

A segunda referência aparece na festa de noivado de Becka. O pai de Garth, um ex-Comandante poderoso, está inválido, ainda sofrendo os efeitos de ter sido envenenado pelo Mayday. Os fãs de The Handmaid’s Tale vão lembrar: ele estava em Boston quando as Handmaids drogaram o bolo no casamento de Serena Joy, na sexta temporada. Escapou da morte, mas não saiu ileso.

O que surpreende é que Garth, apesar de tudo, odeia Gilead, não o Mayday. Ele é o contato de Daisy na resistência. Por fora, cumpre o papel de Guardião fiel, prestes a ser promovido a Comandante. Por dentro, trabalha contra o sistema.

Mas Garth também é um alerta. Ele tem bússola moral, sabe que Gilead é podre, e tenta fazer o que é certo. Só que foi criado dentro desse sistema e não tem ferramentas emocionais para ir além do dever. Quando Daisy desabafa sobre o Mayday, ele não consegue acompanhar a raiva dela. A paixão de Agnes por ele é um conceito que simplesmente não processa.

É impossível não pensar: se o irmão de Shu tivesse ficado em Gilead, o que ele teria se tornado? Talvez um Garth. Ou talvez algo muito pior.

Enquanto isso, parece que o dentista de Becka, cujos crimes rondam o episódio inteiro, vai encontrar seu fim em breve. A dúvida é só quem chega primeiro: Tia Lydia ou Daisy.

Novos episódios de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead chegam às quartas-feiras no Disney+.

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