Nova versão de Moana em live-action enfrenta teste importante para a Disney

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A Disney está prestes a testar, mais uma vez, até onde vai a força de seus remakes em live-action. Depois de anos revisitando clássicos animados com atores, cenários reais e muitos efeitos digitais, o estúdio chega a julho com uma de suas marcas mais fortes da última década: Moana.

O caso é curioso porque a personagem nunca saiu de cena por muito tempo. A animação original, lançada em 2016, cresceu muito no streaming, virou uma das produções mais assistidas por famílias e ganhou uma continuação em 2024 que passou de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

Mesmo assim, a nova versão com atores chega aos cinemas cercada por uma dúvida importante: o público ainda quer ver esse tipo de refilmagem no cinema ou a Disney começa a encontrar um teto para esse formato?

As primeiras projeções indicam que Moana deve começar bem, mas não exatamente como o grande arrasa-quarteirão que muitos imaginavam. Segundo o Deadline, o live-action deve arrecadar cerca de US$ 85 milhões em seu fim de semana de estreia na América do Norte.

É um número forte, especialmente em um mercado competitivo de verão. Mas, para uma franquia que acabou de cruzar a marca de US$ 1 bilhão com Moana 2, o resultado inicial soa mais contido do que a Disney talvez esperasse.

Moana estreia nos cinemas brasileiros em 8 de julho de 2026.

Projeção coloca Moana perto de outro remake recente

Moana Nova versão de Moana em live-action enfrenta teste importante para a Disney

A previsão de US$ 85 milhões coloca Moana em uma faixa parecida com a do live-action de Como Treinar o Seu Dragão, que abriu com US$ 84,6 milhões nos Estados Unidos.

Esse paralelo chama atenção porque o filme da Universal conseguiu seguir bem nas semanas seguintes e chegou a uma bilheteria mundial na casa dos US$ 636,6 milhões. Se Moana repetir esse caminho, pode terminar como um dos maiores lançamentos do verão americano.

A questão é que os custos pesam. O orçamento de produção de Moana teria ficado em torno de US$ 200 milhões, sem contar a campanha de marketing. Por isso, uma estreia boa não resolve tudo sozinha. O filme vai precisar manter fôlego nas semanas seguintes e ter desempenho forte fora dos Estados Unidos.

A comparação com a própria franquia também é inevitável. A animação original de Moana abriu com US$ 56,5 milhões em 2016 e terminou com US$ 687,2 milhões no mundo. Já Moana 2 começou muito acima disso, com US$ 139,7 milhões no fim de semana tradicional e US$ 225,4 milhões no feriado prolongado de Ação de Graças nos EUA.

Ou seja, o live-action estreia em um ponto intermediário: melhor do que o primeiro filme animado, mas longe do estouro da continuação.

O fator Dwayne Johnson

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Dwayne Johnson volta como Maui, agora em carne, osso, peruca e figurino reforçado por efeitos. A presença dele é uma das maiores apostas da Disney para vender o filme, já que o ator ajudou a transformar o semideus em um dos personagens mais populares da animação de 2016.

Ao mesmo tempo, a recepção ao visual de Maui nas redes sociais foi dividida. Parte do público estranhou a aparência do personagem na versão live-action, especialmente por causa do uso de roupa muscular e do cabelo. Até aqui, no entanto, essa conversa parece não ter impedido o interesse do público.

Johnson também virá ao Brasil no início de julho para divulgar o filme no Rio de Janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o astro agradeceu aos fãs brasileiros e confirmou a visita:

“Brasil, eu queria tirar um momento para agradecer de coração por todo o amor, apoio e empolgação que vocês têm demonstrado com o nosso live-action de Moana. E adivinhem? Estou voltando para o Brasil. Mal posso esperar para ver todos vocês por aí e passar um tempo explorando esse país incrível. Então, preparem as bebidas. Vou preparar o meu treino. Podem mandar suas dicas. Muito obrigado, eu amo o Brasil.”

A passagem pelo país faz sentido. O Brasil costuma ter grande participação em campanhas da Disney, especialmente quando o lançamento envolve música, família e personagens já fortes no Disney+.

Disney ainda vive altos e baixos com remakes

O momento dos live-actions da Disney é irregular. Branca de Neve enfrentou forte rejeição antes e depois da estreia, enquanto Lilo & Stitch mostrou que o público ainda pode comparecer em massa quando existe interesse real pelo projeto.

A diferença está nos números. Lilo & Stitch abriu com US$ 146 milhões nos Estados Unidos e passou de US$ 1 bilhão no mundo, resultado bem acima da atual projeção de Moana. Isso não significa que a nova versão vá decepcionar, mas mostra que a largada deve ser menos explosiva.

No novo filme, Moana atende ao chamado do oceano e deixa a ilha de Motunui pela primeira vez para viajar além dos recifes. Ao lado de Maui, ela parte em uma jornada para restaurar a prosperidade de seu povo.

O elenco é liderado por Dwayne Johnson e Catherine Laga’aia, que interpreta Moana. Também estão no filme Rena Owen, John Tui, Frankie Adams e Jemaine Clement.

A direção é de Thomas Kail, vencedor do Emmy e do Tony por seu trabalho em Hamilton. A produção reúne Dwayne Johnson, Beau Flynn, Dany Garcia, Hiram Garcia e Lin-Manuel Miranda. Auli’i Cravalho, voz original de Moana nas animações, participa como produtora executiva.

As canções originais são assinadas por Lin-Manuel Miranda, Opetaia Foaʻi e Mark Mancina, com trilha de Mancina.

Moana chega aos cinemas do Brasil em 8 de julho de 2026.

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