
O oceano escolheu Moana mais uma vez, mas dessa vez em carne e osso. Dez anos depois de conquistar o público mundial com uma navegadora destemida, a Disney decidiu revisitar a história em formato live-action, colocando Catherine Laga’aia no papel-título ao lado de Dwayne Johnson, que retoma o semideus Maui.
A expectativa em torno do projeto sempre dividiu opiniões. Muitos fãs questionaram a necessidade de um remake tão próximo do lançamento original, especialmente considerando que Moana 2 já havia reacendido o interesse pela franquia em 2024, arrecadando mais de um bilhão de dólares ao redor do mundo.
Agora que o filme finalmente chegou aos cinemas brasileiros, uma dúvida comum entre quem vai assistir é bem prática: vale a pena permanecer na sala depois que a história termina? Afinal, cenas extras durante ou após os créditos já se tornaram quase uma tradição em lançamentos desse porte.
A resposta é direta e sem espaço para meio-termo.
O live-action de Moana não traz nenhuma cena inédita durante ou depois dos créditos finais. Quem já assistiu à animação de 2016 deve se lembrar do momento em que Tamatoa aparecia de ponta-cabeça reclamando da falta de ajuda, comparando sua situação à de Sebastião em A Pequena Sereia. Dessa vez, esse tipo de bônus simplesmente não existe.
Isso não significa que os créditos sejam dispensáveis por completo. Durante essa parte do filme, toca a canção inédita “Along the Way”, composta especialmente para esta versão por Lin-Manuel Miranda. A faixa é interpretada em conjunto por Auli’i Cravalho (voz de Moana nas animações), Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson, funcionando como uma espécie de ponte simbólica entre as duas versões da personagem.
A recepção da crítica não foi favorável

Diferente do carinho conquistado pela animação original, que rendeu indicações ao Oscar, ao BAFTA e ao Globo de Ouro, a nova versão está enfrentando um caminho bem mais turbulento junto à crítica especializada. No Rotten Tomatoes, o filme aparece com aprovação na faixa dos 35%, classificado como “podre” pelo agregador. No Metacritic, a nota gira em torno de 45 em 100, com base em avaliações de dezenas de veículos.
Parte da insatisfação está relacionada à sensação de que o remake segue de perto demais o roteiro original, sem justificar sua existência com elementos realmente novos. Ainda assim, a trilha sonora voltou a ser um dos pontos mais elogiados, mantendo Lin-Manuel Miranda como peça central da produção musical, junto de Opetaia Foa’i e Mark Mancina.
O final ganhou uma mudança em relação à animação
Embora a estrutura geral da trama permaneça fiel à versão de 2016, com Moana enfrentando Te Kā para devolver o coração roubado de Te Fiti, o desfecho recebeu um acréscimo. Depois da celebração pela restauração do equilíbrio da ilha, a nova versão mostra Moana sendo formalmente reconhecida como a nova líder de Motunui, um momento que não existia com a mesma ênfase na animação original.
Ficha do filme
Dirigido por Thomas Kail, vencedor de Emmy e Tony por Hamilton, o longa é estrelado por:
- Dwayne Johnson (Maui)
- Catherine Laga’aia (Moana)
- Rena Owen
- John Tui
- Frankie Adams
- Jemaine Clement
A produção reúne nomes como Dany Garcia, Beau Flynn e Hiram Garcia, com produção executiva de Auli’i Cravalho, que emprestou a voz à personagem nas duas animações. O roteiro é assinado por Jared Bush e Dana Ledoux Miller, dupla que também trabalhou em Moana 2.
Com orçamento estimado entre 200 e 250 milhões de dólares, o filme chega às telonas coincidindo com o décimo aniversário da franquia. A possibilidade de um live-action de Moana 2 ainda parece distante, mas Dwayne Johnson já confirmou que um terceiro filme animado está em estágio inicial de desenvolvimento na Disney.
Moana está em cartaz nos cinemas brasileiros.