
Vinte anos é tempo suficiente para uma geração inteira crescer, descobrir o cinema e se apaixonar pelo original. E foi exatamente esse público, agora adulto e saudoso, que lotou as salas brasileiras na quinta-feira (30) para reencontrar Miranda Priestly.
O retorno foi além de qualquer expectativa.
O Diabo Veste Prada 2 superou 600 mil espectadores apenas no seu primeiro dia nos cinemas do Brasil, desbancando Michael e assumindo a posição de maior estreia do ano no país até agora.
A cinebiografia do astro pop havia estabelecido a marca a ser batida: 1,7 milhão de espectadores no primeiro fim de semana. Um número expressivo para qualquer produção.
Mas o desempenho inicial da sequência protagonizada por Meryl Streep e Anne Hathaway indica que essa marca pode cair com certa facilidade ao longo dos próximos dias.
A aprovação no Rotten Tomatoes ficou em 78% após 202 avaliações, com a certificação Fresh garantida. Crítica positiva somada a um público já conquistado pelo original é uma combinação difícil de ignorar.
O que esperar da sequência
David Frankel, mesmo diretor do filme de 2006, retornou ao comando da produção, o que garante uma continuidade de estilo e tom que os fãs esperavam.
Na trama, Miranda Priestly enfrenta um momento de transformação profunda no mundo da moda e das publicações. O colapso do jornalismo impresso coloca a editora da Runway diante de um cenário hostil.
E como se não bastasse, ela precisa lidar com um obstáculo bem mais pessoal: Emily, sua ex-secretária, agora é uma executiva de peso em uma marca de luxo e tem nas mãos as decisões publicitárias que podem definir o futuro da revista.
A dinâmica entre as duas personagens promete ser o coração do filme, com a inversão de poder entre elas funcionando como motor dramático da história.
O elenco original retornou quase completo, com Emily Blunt e Stanley Tucci de volta ao lado de Streep e Hathaway.
Com esse arranque nas bilheterias, O Diabo Veste Prada 2 se posiciona como um dos maiores sucessos comerciais do cinema brasileiro em 2026.