Disney aceita pagar R$ 260 milhões a assinantes do YouTube TV e DirecTV

Gosta do nosso conteúdo? Favorite o Guia Disney+ Brasil como fonte preferida no Google.
YouTube-e-Disney-Logo Disney aceita pagar R$ 260 milhões a assinantes do YouTube TV e DirecTV

A força da ESPN dentro do império da Disney voltou a aparecer em um caso que interessa não apenas ao mercado americano, mas também a quem acompanha de perto a estratégia da empresa no streaming.

Nos Estados Unidos, onde pacotes de TV ao vivo pela internet funcionam de forma parecida com uma TV por assinatura online, consumidores alegaram que serviços como YouTube TV e DirecTV Stream teriam ficado mais caros por causa das exigências comerciais da Disney.

Para o público brasileiro, vale a explicação: o YouTube TV não é o YouTube comum que usamos no Brasil. Trata-se de um serviço disponível nos EUA que reúne canais de TV ao vivo por assinatura, incluindo esportes, notícias e entretenimento.

Agora, a Walt Disney Company aceitou pagar US$ 50 milhões, algo em torno de 260 milhões de Reais na cotação atual, para encerrar parte de uma ação coletiva movida por assinantes desses serviços. A empresa, porém, nega qualquer irregularidade.

O que diz o processo contra a Disney

A ação coletiva, identificada como Biddle, et al. v. The Walt Disney Company, acusa a Disney de violar leis antitruste e normas de proteção ao consumidor ao adotar práticas que teriam elevado os preços de serviços de TV ao vivo por streaming nos EUA. Segundo o site oficial do acordo, o pagamento de US$ 50 milhões vale para assinantes de YouTube TV e DirecTV Stream, enquanto a parte ligada à FuboTV ainda não foi resolvida.

Na prática, os autores do processo alegam que a Disney teria usado o peso da ESPN e de outros canais do grupo para dificultar a criação de pacotes mais baratos, sem os canais esportivos.

A ESPN é uma peça central nessa discussão porque direitos esportivos costumam ser caros e acabam pesando no valor final das assinaturas. A queixa dos consumidores é que os serviços não teriam liberdade suficiente para vender pacotes menores, sem esses canais.

A Disney não admitiu culpa. Pelo acordo, a empresa paga para encerrar essa parte do caso, mas mantém sua posição de que não cometeu irregularidades.

Quem pode receber dinheiro do acordo

O acordo vale para pessoas que compraram assinatura do YouTube TV entre 1º de abril de 2019 e 31 de março de 2026. Também entram no grupo usuários de serviços de TV ao vivo da DirecTV, incluindo DirecTV Stream, DirecTV Now e AT&T TV Now, dentro do mesmo período.

Os pagamentos serão proporcionais ao tempo de assinatura de cada consumidor. Ou seja, quem ficou mais tempo pagando por um dos serviços tende a receber uma fatia maior, embora o valor individual ainda dependa do número total de pedidos válidos.

A audiência final de aprovação está marcada para 14 de janeiro de 2027. Se o acordo for aprovado pela Justiça e não houver novos entraves, os pagamentos devem ocorrer depois dessa etapa.

Por que o caso importa para o mercado de streaming

Além do pagamento, a Disney aceitou considerar propostas de distribuidoras de streaming interessadas em oferecer pacotes com menos canais do grupo, inclusive opções sem ESPN.

Esse ponto pode ter efeitos importantes nas negociações futuras de TV ao vivo pela internet nos EUA, especialmente em um momento em que esportes continuam entre os conteúdos mais disputados por plataformas, canais e grupos de mídia.

Para o público no Brasil, não há nenhuma relação direta com o serviço. O caso envolve consumidores dos Estados Unidos e plataformas que funcionam dentro do mercado norte-americano.

Ainda assim, a disputa mostra como a ESPN segue sendo uma das marcas mais valiosas da Disney e também uma das mais sensíveis nas conversas sobre preço, pacotes e distribuição de conteúdo esportivo.

Gostou deste conteúdo?

Favorite o Guia Disney+ Brasil como fonte preferida no Google para encontrar nossas notícias com mais facilidade.

Adicionar como fonte preferida no Google

Acompanhe o Guia Disney+ Brasil também no X (Twitter).

Deixe um comentário