Como a Pixar ajudou a Disney a diversificar as histórias em suas animações


Animacoes-Disney-1024x576 Como a Pixar ajudou a Disney a diversificar as histórias em suas animações

Os filmes mais clássicos da Disney são majoritariamente focados em princesas encontrando seus príncipes e seus finais felizes para sempre. Contudo, essa narrativa tem sido mudada graças às histórias da Pixar, que ajudaram a transformar os filmes mais recentes do estúdio original da empresa, deixando de ter filmes puramente baseados em romance.

Algo que une a maioria dos clássicos da Disney é a vasta coleção de princesas que, consequentemente, vêm com seus príncipes. Mesmo com outros personagens, quando o romance não é o principal foco do filme, como em O Rei Leão, por exemplo, em que o enredo central é a jornada de Simba que termina com ele matando Scar para vingar a morte de seu pai, ainda existe o interesse romântico para o protagonista.

Além disso, por muito tempo, desde A Bela Adormecida até Atlantis – O Reino Perdido, as animações são adaptadas de contos de fadas, folclore ou literatura clássica. Por isso, eles estão cheios de lições de moral que têm como objetivo orientar as crianças – o público-alvo dessas obras – acerca de vários tipos de situações. Por isso, por muito tempo, só um tipo de ensinamento surgiu dessas produções.

Por outro lado, os filmes da última década dos dois estúdios fizeram um trabalho notável de mudar a conversa das histórias focadas no romance para outras que retratam uma gama mais ampla de relacionamentos. Enredos românticos estão aparecendo com menos frequência nos novos clássicos da Disney desde a compra da Pixar, o que mostra como os cineastas e produtores estão começando a enxergar novos protagonistas com outras histórias para contar.

Filmes como Valente, Moana e Raya e o Último Dragão são todos exemplos fortes disso. Merida é uma protagonista que se recusa a procurar um parceiro romântico e, em vez disso, tem uma bela jornada aprendendo a melhorar seu relacionamento com sua mãe. Já Moana e Raya nem sequer tem romance em mente. As duas trabalham para melhorar seu relacionamento com elas mesmas, seus mentores, suas famílias e novos amigos.

Dessa forma, embora ainda haja muito o que amar nos filmes mais antigos, a mudança narrativa da Disney e da Pixar está ajudando a atualizar os princípios e perspectivas de suas histórias de forma geral.

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Atualizado em 12/12/2021


1 comentário

  1. Com todo o respeito, mas esse texto é de uma extrema TOLICE!

    Primeiro, o Disney Animation acaba de lançar o seu 60° filme. E desse número, apenas 15 são filmes de princesa, ou seja 1/4 do catálogo. Então, não são “majoritariamente focados em princesas”.

    Segundo, desses 15 filmes, apenas UM tem uma protagonista feminina falando sobre querer um príncipe. Nos outros 14, os príncipes são apenas um BÔNUS na jornada delas.

    Terceiro, há INÚMEROS EXEMPLOS de filmes do Disney Animation sem qualquer romance. Onde há romance em Pinóquio (segundo filme do estúdio)? Ou em Dumbo? Ou em Peter Pan? Ou em Alice no País das Maravilhas? As Peripécias do Ratinho Detetive? A Espada era a Lei? As Muitas Aventuras de Ursinho Pooh? A Nova Onda do Imperador? Planeta do Tesouro? A Família do Futuro? Bolt? O Corcunda de Notre Dame? Poderia ficar o dia todo citando filmes SEM romance para quem os protagonizam.

    “Por isso, por muito tempo, só um tipo de ensinamento surgiu dessas produções.” Só UM tipo de ensinamento? Sério mesmo? Quem escreveu este texto ao menos chegou a assistir a todos os filmes do estúdio antes? Ou apenas viu meia dúzia de títulos? Pois cada obra traz uma moral e uma mensagem diferentes, de Branca de Neve a Encanto.

    Inclusive, desde o seu começo o estúdio mostra vários tipos de relacionamentos. Pinóquio traz um pai e seu filho “adotado”. Dumbo é sobre mãe e filho. E assim por diante…

    E para a surpresa de quem escreveu o texto: isso vem de muito antes da Pixar ser comprada ou até mesmo existir. Não só relacionamentos diferentes, como culturas e etnias também. Basta olhar Alô, Amigo, Mogli, Aladdin, Pocahontas, Mulan, A Nova Onda do Imperador, Irmão Urso, Lilo & Stitch… Todos lançados ANTES da compra da Pixar!

    Óbvio que alguns desses títulos trazem representações estereotipadas e erradas, como em Mogli e Dumbo. Mas ainda assim, o Disney Animation fez MUITO MAIS para mostrar outras culturas e povos do que a Pixar. E principalmente para dar protagonismo a personagens femininas!

    De 24 filmes lançados, apenas QUATRO filmes da Pixar são protagonizados por personagens femininas! Apenas DOIS são protagonizados por pessoas não brancas. E em ambos, os personagens são transformados em outras criaturas ou estão com a cara pintada de branco em boa parte do filme. E diferente dos filmes problemáticos nesse sentido do Disney Animation, lançados há uma década ou mais, esses da Pixar foram lançados nos últimos 4 anos. E por fim, mais da metade dos filmes da Pixar se passa nos Estados Unidos. O que gera a pergunta: como a Pixar “ajudou” a Disney a contar histórias mais diversas, diferentes e com novos olhares se ela mesma não faz isso?

    Resumindo: esse texto não passa de machismo e preconceito velados – ao igualar filmes de Princesa (que há anos são taxados de “filmes de menina”) e romance como algo ruim e menos válido, enquanto exalta como algo digno os filmes sem romance e “de menino” da Pixar. E poderia muito bem ter sido escrito por John Lasseter, que notoriamente sempre desprezou filmes de contos de fadas, musicais e com protagonistas femininas. Um filme ter romance não o torna pior ou melhor. Romance faz parte da vida e da ficção. E não precisa ser desmerecido. Então, é sempre bom analisar com atenção TODO o catálogo de um estúdio antes de escrever um texto assim, e ainda mais atenção para não passar adiante preconceitos tolos. Esse desserviço só dificulta o trabalho no combate contra o preconceito das pessoas e premiações com animações no geral.

    P.S.: Valente não tem romance, mas está longe de ser exemplo de algo. Pois a protagonista dá um bolo enfeitiçado para a mãe e os irmãos. E se ela tivesse matado os quatro com isso? Fica aí a reflexão…

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