
As gravações de um filme da Disney podem render histórias tão curiosas quanto aquelas que aparecem nas telas. No caso de Moana, a versão com atores da animação de 2016, uma brincadeira entre os figurantes acabou se transformando em uma tradição que envolveu boa parte do elenco.
O mais curioso é que essa diversão não tinha relação com as músicas oficiais do longa. Durante as filmagens, os atores começaram a improvisar canções inspiradas no musical Hamilton e até no sucesso infantil Baby Shark. E tudo começou por causa de um equipamento utilizado pela equipe de efeitos visuais.
A história foi contada por Catherine Lagaʻaia, intérprete de Moana, em uma entrevista oficial divulgada pelo Disney+, acompanhada de um vídeo com trechos da conversa.
O material ganhou destaque nesta quarta-feira, 21 de outubro, mesma data em que o live-action de Moana estreou no Disney+ brasileiro.
Além das histórias engraçadas do set, a atriz australiana falou sobre sua relação com a protagonista, o trabalho ao lado de Dwayne Johnson e a importância de representar a cultura das ilhas do Pacífico.
Como Hamilton e Baby Shark entraram nas gravações de Moana?
De acordo com Catherine Lagaʻaia, tudo começou com uma rotina técnica que, aparentemente, não tinha nada de divertido.
Ao final de determinadas tomadas, a equipe de efeitos visuais precisava utilizar esferas e cartelas de referência, equipamentos que ajudam os profissionais a reproduzir corretamente as condições de iluminação e cores nas cenas que recebem efeitos digitais.
A atriz admitiu que alguém chegou a explicar a função daqueles objetos, mas ela não conseguiu guardar a informação.
“Alguém me explicou para que servem, mas não consigo me lembrar de jeito nenhum. Só sei que são muito importantes e necessários”, contou, em tom de brincadeira.
Os figurantes perceberam que a chegada dos equipamentos geralmente indicava o encerramento de uma tomada e a possibilidade de fazer uma pausa. Por isso, começaram a comemorar com aplausos sempre que os objetos apareciam.
A brincadeira pegou tão bem que se espalhou pelo restante do elenco. Logo, os atores passaram a inventar músicas sobre os equipamentos, adaptando letras de canções famosas.
Entre as escolhidas estavam composições de Hamilton, musical criado por Lin-Manuel Miranda, e Baby Shark, a música infantil que se tornou um fenômeno na internet.
A coincidência é que Miranda também participou da composição das músicas de Moana. Ele trabalhou tanto na animação original quanto na versão live-action, dirigida por Thomas Kail, que também dirigiu a montagem original de Hamilton na Broadway.
As improvisações, portanto, não faziam parte das cenas musicais do filme. Eram brincadeiras que surgiam espontaneamente entre uma gravação e outra.
Lagaʻaia também elogiou os figurantes, que ajudaram a criar esse ambiente descontraído.
“Foi muito divertido trabalhar com os figurantes. Eles eram incríveis e estavam muito animados por participar”, comentou.
Catherine Lagaʻaia conta quando realmente se sentiu como Moana

Em outro momento da entrevista, a atriz revelou que sua identificação com a personagem começou antes mesmo das gravações.
“Quando vesti o figurino pela primeira vez, foi o momento em que realmente me senti como Moana.”
Segundo ela, as roupas da versão com atores apresentam diferenças em relação à animação, com uma aparência mais próxima do que os povos retratados na história utilizariam.
Lagaʻaia também encontrou semelhanças entre sua própria trajetória e a da protagonista. Assim como Moana deixa sua ilha para enfrentar o desconhecido, a atriz precisou sair de Sydney, na Austrália, para seguir carreira.
“Eu me identifiquei com ela de uma forma que parecia que estávamos vivendo a mesma vida, mas em dois universos diferentes.”
A intérprete destacou especialmente as sequências gravadas na água, que estão entre suas favoritas.
Segundo ela, o público encontrará momentos divertidos envolvendo o barco de Moana e as entradas e saídas inesperadas de Maui, interpretado por Dwayne Johnson.
“Há muitas cenas engraçadas em que Moana é jogada para fora do barco. E também alguns momentos em que Maui pula para dentro e para fora dele.”
Essas sequências exigiram uma combinação de gravações práticas com efeitos digitais para reproduzir o comportamento do oceano e as interações dos personagens com a água.
Sobre Johnson, Lagaʻaia não economizou nos elogios e o descreveu como “um semideus de pessoa”, uma referência ao personagem que ele interpreta.
A atriz também revelou quais personagens gostaria de viver caso não tivesse sido escolhida para Moana.
Sua primeira opção seria Sina, mãe da protagonista, interpretada por Frankie Adams. Lagaʻaia admira a maturidade e a feminilidade da personagem.
Outra escolha seria Te Fiti, especialmente pela transformação da deusa em Te Kā, após ter seu coração roubado.
Para a atriz, essa parte da história tem uma relação direta com as tradições dos povos polinésios e ajuda a mostrar ao público aspectos culturais que vão muito além da aventura.
O live-action de Moana já pode ser assistido no Disney+, onde também estão disponíveis as animações Moana: Um Mar de Aventuras (2016) e Moana 2 (2024).
Dirigido por Thomas Kail, o novo filme acompanha a jovem em sua jornada pelo oceano ao lado de Maui. A produção tem 1 hora e 58 minutos e está disponível no streaming brasileiro com opções de reprodução em 4K Ultra HD, Dolby Vision e Dolby Atmos.