
Quando Pluribus estreou, em novembro do ano passado, um detalhe rápido foi percebido pelos fãs mais atentos logo no primeiro episódio: dois livros de Diana Gabaldon apareciam numa livraria de aeroporto, só para serem tirados da prateleira principal pela personagem Carol Sturka (Rhea Seehorn) e substituídos pelo próprio livro dela.
A cena foi rápida, mas quem conhece Outlander percebeu na hora. Os títulos Voyager (O Resgate no Mar, no Brasil) e Go Tell the Bees That I Am Gone (Diga às Abelhas Que Não Estou Mais Aqui) apareceram com clareza suficiente para virar pauta nas redes sociais.
Agora, meses depois, com a oitava e última temporada de Outlander recém-encerrada, os responsáveis pela série finalmente falaram sobre o assunto.
O que os criadores de Outlander acharam
Em entrevista ao Syfy Wire, a produtora executiva Maril Davis e o criador Matthew B. Roberts comentaram a aparição dos livros de Diana Gabaldon em Pluribus.
A reação de Maril Davis foi de puro afeto: “Adorei que eles tiveram esse carinho com os livros da Diana. Isso já aconteceu algumas vezes. É muito lisonjeiro e animador ver a série mencionada em outros programas incríveis.”
Ela ainda lembrou de um caso anterior: a série The Boys já havia prestado uma homenagem a Outlander na segunda temporada. Em uma cena, um dos personagens aparece assistindo a um momento entre Claire (Caitríona Balfe) e Jamie (Sam Heughan). Quando Hughie (Jack Quaid) pergunta o que ele está vendo, a resposta é completamente compatível com o tom da série, que não é exatamente conhecida pela delicadeza: “Uma série chamada chupa meu ***“.
Já Roberts falou sobre a sensação estranha e boa de ver o próprio trabalho referenciado por outras produções: “É meio que divertido quando um personagem de uma série menciona a sua. Dá aquela sensação de: ‘Opa, a gente existe na televisão agora.'”
O fim de Outlander

A série Outlander chegou ao fim depois de oito temporadas, mas Diana Gabaldon ainda está escrevendo o décimo e último livro da saga, A Blessing for a Warrior Going Out. A existência simultânea dos dois universos, o literário e o da TV, sempre exigiu uma negociação cuidadosa.
“Há coisas que ela está fazendo que podemos ou não fazer, mas não queríamos pisar nos calcanhares dela,” disse Davis. “Por isso tomamos cuidado de perguntar à Diana e avisá-la sobre o que estávamos fazendo, para não interferir em algo que ela pudesse querer reservar para si. Os dois sempre vão estar conectados, mas também são muito separados.”
Para quem quiser (re)ver tudo, as oito temporadas de Outlander estão disponíveis no Disney+, que no Brasil tem exclusividade de um ano sobre os novos episódios.
A série derivada Outlander: Blood of My Blood também está no catálogo e já tem a segunda temporada em produção, prevista para o segundo semestre de 2026.
Pluribus, por sua vez, segue exclusiva da Apple TV+. E para quem ficou curioso com o livro fictício de Carol Sturka mencionado na série, um trecho real de Bloodsong of Wycaro foi disponibilizado de graça no Apple Books.
A oitava temporada de Outlander marcou um ciclo que começou há mais de uma década. O fato de a saga ainda aparecer, mesmo que de relance, em uma das séries mais comentadas de 2025/2026, diz muito sobre o espaço que Claire e Jamie Fraser ocupam no imaginário do público.