Jon Bernthal e Ebon Moss-Bachrach explicam tudo de “Gary”, o flashback de O Urso

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1000178509 Jon Bernthal e Ebon Moss-Bachrach explicam tudo de "Gary", o flashback de O Urso

Há momentos em que uma série de televisão faz algo tão inesperado que o público para tudo para prestar atenção. Foi exatamente isso que aconteceu quando O Urso lançou no Disney+ um episódio surpresa intitulado “Gary”, um flashback especial separado da série que se passa antes da quinta temporada e acompanha Richie e Mikey em uma viagem de carro até Gary, Indiana.

O episódio não foi anunciado. Simplesmente chegou, como uma memória que insiste em aparecer na hora errada.

Escrito por Ebon Moss-Bachrach e Jon Bernthal, dois dos atores mais queridos do elenco, e dirigido pelo criador da série, Christopher Storer, “Gary” funciona como uma peça de memória: intimista, incômoda e absolutamente necessária para entender quem Richie é hoje.

Ao longo do episódio, os dois amigos riem, brigam e se empurram até o limite. O que começa com Mikey anunciando aos quatro ventos que Richie vai ser pai termina de uma forma que deixa marcas, literalmente e emocionalmente. Uma bofetada. Uma cusparada. Palavras que não se desfazem.

Em entrevista ao Collider, Moss-Bachrach e Bernthal abriram o jogo sobre como o episódio nasceu, como a briga entre os personagens foi construída e o que ainda está por vir na quinta temporada.

“Foi tudo alegria, do início ao fim”

O-Urso-Gary Jon Bernthal e Ebon Moss-Bachrach explicam tudo de "Gary", o flashback de O Urso

Ebon Moss-Bachrach e Jon Bernthal são amigos de longa data fora das câmeras e estão atualmente dividindo o palco na Broadway em Dog Day Afternoon. Essa proximidade real transparece em cada cena de “Gary” e, segundo Bernthal, também tornou o processo de escrita algo raro no mundo audiovisual: tranquilo.

“As coisas das quais mais me orgulho na carreira são, estranhamente, as que vieram com mais facilidade”, disse Bernthal. “Escrever isso foi uma alegria. Jogamos o roteiro de um lado para o outro, e assim que tínhamos algo, levávamos para o Chris. Nunca encontramos obstáculos. O que escrevemos é o que vocês viram.”

Moss-Bachrach completou que o episódio sempre foi planejado como uma peça independente, sem fazer parte de nenhuma temporada específica. A equipe simplesmente não sabia ao certo onde ele seria encaixado na grade.

“Era sempre para ser sua própria memória autônoma”, disse. “Realmente gostei de onde acabou ficando, um mês antes da quinta temporada.”

Uma bofetada e uma cusparada

O momento mais tenso de “Gary” é construído de forma cirúrgica. Não há destruição em larga escala, nenhuma cena caótica de brigar por brigar. O confronto entre Richie e Mikey é pequeno, quase contido. E é exatamente por isso que machuca tanto.

Os roteiristas admitiram que chegaram a cogitar uma versão mais física do desentendimento, algo parecido com a explosão de Donna no famoso episódio “Peixes”, com pratos voando e um carro atravessando a sala. Mas descartaram essa ideia rapidamente.

“Estávamos muito mais interessados em como as palavras e o que dizemos uns aos outros é onde vem o maior golpe, e você não consegue se recuperar disso”, explicou Bernthal. “Se havia de haver alguma fisicalidade, não seria dirigir um carro [pela parede]. A única troca física é uma bofetada e uma cusparada.”

Moss-Bachrach acrescentou, com a naturalidade de quem conhece bem os dois personagens: “Não acho que essa é a primeira vez que esses dois trocaram socos. Com certeza já se bateram muitas vezes ao longo dos anos.”

Será que tudo isso realmente aconteceu?

Uma das questões mais intrigantes que “Gary” deixa no ar é até que ponto os eventos mostrados são reais. Bernthal foi cirúrgico ao apontar que o episódio é narrado através da memória de Richie, e memória, como se sabe, é seletiva.

“Como Richie sabe o que realmente aconteceu naquele banheiro, onde Mikey consegue articular com tanta precisão o que há de errado com ele?”, questionou o ator. “Talvez Richie desejasse ter tido aquela conversa com ele, e não com um completo estranho. Talvez essa conversa seja inventada. Talvez esse estranho nem exista.”

A intenção, segundo ele, é deixar o público com perguntas, não com respostas. “Não queremos dar tudo mastigado. Temos orgulho de que nada aqui é de colher.”

A cena criada no dia

Mesmo com o roteiro já pronto, Christopher Storer contribuiu com o olhar de quem criou o universo da série.

Moss-Bachrach contou que a cena favorita do episódio inteiro surgiu de uma ideia do diretor durante as filmagens.

“Chris, no dia, criou o que é talvez minha cena favorita do episódio inteiro, que é Mikey e Richie falando sobre diferentes tipos de chutes no estacionamento atrás do mercadinho”, revelou. “Eles estão bebericando suas cervejas e conversando sobre o chute crescente e o chute lateral. Chris disse: ‘Okay, vocês estão só tomando cerveja e falando sobre estilos de chute.’ Adorei. Era uma conversa tão de menino de 12 anos.”

Sobre o impacto físico das filmagens, Moss-Bachrach não poupou honestidade ao comentar as cenas de basquete:

“Achei que ia morrer. Quando estou em Chicago, estou em péssima forma, e não sou jogador de basquete. Foram raros os momentos em que não estava sem fôlego.”

Antes de encerrar a conversa, os jornalistas perguntaram sobre a cena em que um carro colide com Richie, mostrada ao final de “Gary”. Moss-Bachrach preferiu não revelar nada.

“Não quero estragar nada. A temporada estreia em 25 de junho, então não falta muito para esperar”, disse, com um sorriso nas palavras.

O Urso está disponível no Disney+.

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