20 anos depois, a Emily real de O Diabo Veste Prada decidiu se revelar

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Durante mais de vinte anos, uma das personagens mais icônicas do cinema dos anos 2000 carregou um segredo: a Emily de O Diabo Veste Prada não nasceu da imaginação de ninguém. Ela foi inspirada em uma pessoa real, que por muito tempo ficou nos bastidores dessa história.

Agora, essa pessoa decidiu falar.

Leslie Fremar, stylist de celebridades com uma carreira de décadas na moda americana, confirmou ao podcast The Run-Through, da Vogue, que ela é a inspiração por trás da personagem Emily Charlton, vivida por Emily Blunt no filme de 2006.

A revelação joga nova luz sobre a origem do livro que deu vida a toda essa história, escrito por Lauren Weisberger depois de uma passagem como assistente júnior de Anna Wintour, a editora-chefe da Vogue americana que inspirou a Miranda Priestly de Meryl Streep.

A frase que você já conhece de cor

Foi Fremar quem contratou Weisberger e trabalhou com ela por oito meses. E uma das frases mais famosas do filme? Saiu da boca dela mesmo.

“Eu definitivamente disse a ela que um milhão de garotas matariam por aquela vaga”, contou Fremar, reconhecendo a linha que virou citação clássica. “Essa era definitivamente a minha fala, porque eu realmente acreditava nisso. E eu sabia que ela não estava exatamente querendo estar ali.”

Fremar admitiu que, olhando para trás, provavelmente não foi muito gentil com Weisberger. “Eu provavelmente não era muito agradável, e provavelmente era bastante estressada, porque sentia que estava tendo que fazer o trabalho dela também. Isso era muito frustrante para mim.”

Ela acrescentou, sem papas na língua: “Acho que ela provavelmente ficava ali sentada escrevendo um livro e não levando o emprego tão a sério quanto eu.”

A ligação que a deixou apavorada

Leslie-Fremar 20 anos depois, a Emily real de O Diabo Veste Prada decidiu se revelar
Leslie Fremar

Fremar só soube da existência do livro depois de já ter deixado a Vogue. O aviso veio de um jeito que ninguém esperaria: um telefonema do escritório de Anna Wintour.

“Recebi uma ligação do escritório da Anna dizendo que ela queria me ver”, relembrou. “Fiquei apavorada.”

No encontro, Wintour foi direto ao ponto. “Ela disse: ‘Quem é Lauren Weisberger?’ E eu respondi: ‘Era sua assistente júnior.’ E ela falou: ‘Bem, ela escreveu um livro sobre nós, e você é pior do que eu.'”

Fremar quis fazer mais perguntas, mas reconheceu os limites da situação. “Não dá para fazer tantas perguntas assim para ela.”

Segundo Fremar, a versão inicial do livro era “bem cruel”, mas acabou sendo “suavizada” antes de chegar às livrarias. Mesmo assim, a sensação foi desconfortável. “Parecia uma exposição. Mesmo que alguém obviamente tenha aconselhado ela a tornar tudo ficção, era realmente baseado em muitas coisas que eu vivi, que ela viveu.”

Quando o filme foi produzido, Fremar chegou a se encontrar com Emily Blunt e contou que era a inspiração para a personagem. A reação da atriz, no entanto, foi longe de ser o grande momento que ela imaginava.

“Ela não estava muito interessada, para ser honesta. Achei que ia ter uma reação enorme. Mas não. Foi tipo: ‘Ah, tá.'”

Weisberger e Fremar nunca mais voltaram a se falar depois que a escritora deixou a Vogue. E se um reencontro acontecesse hoje? “Seria muito constrangedor”, admitiu Fremar.

O Diabo Veste Prada está disponível no Disney+. O Diabo Veste Prada 2 já está em exibição nos cinemas.

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