Universo de atores virtuais é anunciado pela criadora de Tilly Norwood

Tilly-Norwood Universo de atores virtuais é anunciado pela criadora de Tilly Norwood

A criadora da personagem digital Tilly Norwood, Eline van der Velden, revelou planos de expandir de forma acelerada o projeto que transformou a atriz fictícia em um fenômeno nas redes. A proposta agora é ir além de uma única personagem e construir um universo completo de talentos gerados por inteligência artificial, batizado de Tillyverso.

A iniciativa será desenvolvida por meio da Xicoia, novo estúdio de talentos de IA fundado por van der Velden. Para liderar a estratégia e as operações, ela recrutou Mark Whelan, ex-executivo do Prime Video, que assume o desafio de estruturar essa nova fase do projeto. O lançamento do Tillyverso está previsto para o final de 2026.

De acordo com o comunicado oficial, o Tillyverso será um universo digital em constante evolução, onde Tilly Norwood e uma nova geração de personagens criados por inteligência artificial poderão viver, colaborar entre si e desenvolver carreiras próprias.

A ideia não se limita a experiências pontuais com tecnologia. A Xicoia afirma que pretende construir propriedades intelectuais em larga escala e redefinir a forma como talentos são criados e desenvolvidos na era da IA. Além disso, o estúdio planeja oferecer a terceiros a criação de talentos sob medida gerados digitalmente.

Na prática, o projeto busca posicionar personagens artificiais como artistas com presença multiplataforma, capazes de interagir com fãs, firmar parcerias comerciais e participar de produções audiovisuais.

Polêmica envolvendo atores de IA

Tilly-Norwood Universo de atores virtuais é anunciado pela criadora de Tilly Norwood

Tilly Norwood já havia gerado controvérsia em 2025, quando van der Velden revelou, durante um painel em Zurique, que a personagem, apresentada como uma atriz de vinte e poucos anos criada integralmente por inteligência artificial, estava prestes a assinar contrato com uma agência.

A declaração provocou críticas de sindicatos como SAG-AFTRA e Equity, além de manifestações públicas de nomes como James Cameron, que classificou a ideia de atores de IA como assustadora, e Emily Blunt, que também expressou preocupação com o avanço desse tipo de tecnologia no setor.

Desde então, o debate sobre o uso de inteligência artificial na indústria do entretenimento ganhou ainda mais espaço, especialmente em meio a discussões sobre direitos autorais, substituição de profissionais humanos e regulamentação do uso de imagem e voz.

A visão por trás do projeto

No anúncio oficial do Tillyverso, Eline van der Velden afirmou que Tilly Norwood deve ser vista não apenas como uma personagem digital, mas como uma personalidade com identidade própria.

Segundo ela, o objetivo é desenvolver todos os aspectos do universo da personagem, desde o humor e a rotina até decisões de carreira e interações com fãs em diferentes plataformas. A proposta é construir uma presença que vá além da tela e acompanhe as dinâmicas das redes sociais e do consumo digital contemporâneo.

Mark Whelan, que no Prime Video foi responsável por estratégias sociais de projetos como The Grand Tour e Clarkson’s Farm, destacou que Tilly já possui audiência e engajamento. Agora, segundo ele, o foco será estruturar a trajetória da personagem e ampliar seu alcance dentro desse novo ecossistema digital.

Antes de ingressar na Xicoia, Whelan também atuou como produtor de comédia e teve uma passagem pela Particle6, outra empresa ligada a van der Velden.

Com o Tillyverso, a criadora de Tilly Norwood dá um passo ambicioso na consolidação de atores gerados por inteligência artificial como parte ativa da indústria do entretenimento, um movimento que deve continuar dividindo opiniões à medida que se aproxima o lançamento oficial do projeto.

Via Variety

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