The Beauty chega ao limite com perseguição no hospital e transformação bizarra

1000157427 The Beauty chega ao limite com perseguição no hospital e transformação bizarra

Se você já achava que The Beauty: Lindos de Morrer não tinha freio, o episódio 4 deixa isso bem claro logo de cara. A série continua escalando o absurdo com uma mistura de terror corporal, ação e humor desconfortável, e faz isso de um jeito que, para muita gente, vai ser o teste definitivo: ou você embarca nessa loucura, ou desiste de vez.

O capítulo, chamado Belo Chimpanzé, entrega uma sequência tão intensa quanto estranha, com direito a correria em corredor de hospital, pancadaria e uma transformação grotesca no meio do caos. É o tipo de episódio que dá vontade de pausar por alguns segundos só para processar o que acabou de acontecer.

E o mais curioso é que, por trás de toda a insanidade visual, o roteiro ainda encontra espaço para momentos inesperadamente humanos.

Perseguição no hospital

A cena mais marcante do episódio é uma batalha em pleno corredor de hospital envolvendo Ben Platt e Evan Peters. Platt aparece completamente fora de controle, usando apenas uma camisola hospitalar, enquanto sangue escorre dos olhos e a pele começa a se soltar do corpo de forma perturbadora.

No auge da confusão, ele passa por uma transformação e vira um modelo nu, interpretado por Isaac Powell, e a briga segue como se aquilo fosse apenas mais um detalhe do dia.

Depois do que aconteceu na estreia com a sequência de Bella Hadid, esse episódio basicamente reafirma a proposta da série: The Beauty quer chocar, exagerar e apostar na sensação de que tudo pode piorar a qualquer momento.

Cooper investiga mais um possível infectado

No lado “investigação” do capítulo, Cooper entrevista Ashley (Gus Halper), um editor fitness da GQ que tinha um relacionamento com a mulher que explodiu no episódio anterior e, por isso, pode estar infectado.

Antes que Cooper consiga avançar muito, uma equipe de contenção aparece e leva Ashley à força, de maneira brutal, o que incomoda claramente o protagonista. A sensação é de que o sistema já trata os infectados como casos perdidos, independentemente do que eles ainda sejam como pessoas.

Em seguida, Cooper visita Manny, editor da Vogue vivido por Ben Platt, que já está doente. A conversa começa de forma tensa, cresce, e termina em caos quando Manny “sai do controle”, entra em surto e acaba derrubado com tasers.

O treinamento “frio” do assassino

Enquanto isso, Antonio, o assassino, aparece com um arco paralelo bem diferente. Ele veste seu pupilo Jeremy com roupas de grife, com música tocando alto, e ensina como seria o “jeito certo” de se relacionar sexualmente sendo infectado.

A regra é clara: nada de beijo, nada de sexo oral, nenhum tipo de troca de fluidos. Antonio chega a acompanhar tudo de perto para garantir que o aprendiz esteja obedecendo.

Esse trecho reforça uma ideia que a série vem martelando desde o começo: existe um novo “manual de sobrevivência” surgindo, e muita gente está tentando se adaptar da forma mais fria possível.

A Corporação quer acelerar tudo e vender o perigo como produto

Outra peça importante do episódio é o personagem de Ashton Kutcher, apresentado como “A Corporação”. Ele deixa claro que quer seguir em frente com a distribuição do medicamento, sem mais testes e sem grandes preocupações com o que acontece com quem toma.

O plano é seguir com o lançamento mesmo sabendo que, em certos casos, a infecção pode levar pessoas a explodirem. A justificativa é que existem reforços (boosters) que impedem isso, e esses reforços podem ser vendidos semanalmente para quem precisar, especialmente se forem “diluídos” o suficiente para manter o consumo contínuo.

Jordan volta mais jovem e Cooper não sabe como reagir

No final do episódio, Jordan aparece na casa de Ethan em sua nova forma, mais jovem.

Como Ethan já tinha visto uma transformação no mesmo dia, ele não precisa de grandes explicações para entender o que está acontecendo.

Mesmo assim, o encontro fica carregado de estranheza: é a mulher que ele ama, mas também não é.

A cena funciona mais pelo desconforto do que por qualquer explicação direta.

Quando a série para para respirar e foca nas pessoas

Apesar de toda a correria, o episódio também dá mais espaço para o lado humano de Cooper. Em um flashback, ele e Jordan aparecem caminhando perto da Fontana di Trevi, em Roma, e fica claro que havia mais carinho entre os dois do que eles demonstraram anteriormente.

Esse detalhe muda como o público enxerga Cooper no presente. Quando ele entrevista Ashley e vê o homem desmoronar, ele faz algo raro: estende a mão e segura a mão dele, num gesto simples, mas cheio de significado dentro daquele contexto.

E quando Manny está preso, desesperado e pedindo para ser tratado como uma pessoa, Cooper faz exatamente isso. Ele tenta acalmá-lo conversando sobre assuntos normais, como cães, e repete o gesto de segurar a mão.

São pequenas escolhas que deixam The Beauty menos “só choque” e mais observação sobre como as pessoas reagem quando o mundo resolve desumanizar quem está doente.

Na direção, Alexis Martin Woodall equilibra ação e horror sem economizar. O hospital vira um labirinto de plástico, luzes fortes e imagens grotescas, com direito a um médico insano dizendo frases assustadoras como se estivesse narrando um ritual.

O capítulo também brinca com imagens de sonho, com agentes correndo em uniformes vermelhos e uma visão de Jordan deformada usando um robe azul. É o tipo de sequência que parece feita para ficar na cabeça do público por dias.

No fim, Belo Chimpanzé é aquele episódio que define o tom da temporada: exagerado, violento, estranho e, de vez em quando, surpreendentemente sensível em meio ao caos.

Deixe um comentário