
A segunda temporada de Paradise já deixou claro que os conflitos não ficaram restritos ao mundo devastado fora do bunker. Enquanto Xavier explora o que restou da superfície, outra peça importante do tabuleiro parece estar se movendo nos bastidores: Sinatra.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, o produtor executivo e roteirista John Hoberg deu pistas de que a personagem pode estar envolvida em algo muito maior do que simplesmente manter o controle de Paradise.
Na estreia da nova temporada, Sinatra (Julianne Nicholson) retorna em uma posição menos dominante do que antes. Após os acontecimentos do primeiro ano, ela acorda fragilizada politicamente e precisa reconquistar espaço dentro da estrutura de poder do bunker.
No entanto, segundo Hoberg, essa aparente queda pode fazer parte de algo mais amplo.
“Sinatra está envolvida em algo muito maior. É algo nefasto? É algo bom? Quem sabe?”, afirmou o produtor.
A declaração indica que os objetivos da personagem podem ir além da simples preservação da cidade subterrânea. Hoberg também sugeriu que o foco de Sinatra talvez nunca tenha sido apenas o bunker.
Proteger Paradise… ou algo além?

Durante a entrevista, Hoberg deixou no ar que as ações extremas da personagem nas temporadas anteriores podem ganhar novo contexto.
“Parece que ela está tentando proteger algo maior que o bunker. Esse é o objetivo da vida dela, algo diferente de apenas manter Paradise”, disse.
A fala amplia as possibilidades para os próximos episódios. Se Sinatra realmente está protegendo algo além da comunidade subterrânea, isso pode mudar completamente a leitura sobre suas decisões passadas, e sobre seu papel no desfecho da série.
A revelação ganha ainda mais peso quando se considera que os criadores já têm o final da série definido. De acordo com a mesma entrevista, a equipe já estruturou praticamente toda a terceira temporada, que deve encerrar a trama.
Isso significa que as movimentações de Sinatra na segunda temporada não são aleatórias. Pelo contrário, tudo parece apontar para uma convergência maior entre os eventos no bunker e os acontecimentos na superfície.
Se Xavier representa o herói guiado por princípios inabaláveis, como os produtores descrevem, Sinatra pode ser a força estratégica que opera em outra escala, talvez enxergando um cenário que os demais personagens ainda não compreendem.
Resta saber se suas intenções serão reveladas como altruístas ou manipuladoras. Uma coisa é certa: o bunker pode não ser o verdadeiro centro do jogo.