
O FireAid LA Benefit Concert, um dos maiores eventos beneficentes já transmitidos por plataformas de streaming, foi removido do Disney+, da Netflix e do Prime Video no mesmo dia.
O especial tinha quase seis horas de duração e reuniu alguns dos maiores nomes da música atual e clássica. A exclusão no Disney+ foi detectada pelo nosso sistema de monitoramento às 2:00 da manhã deste sábado, 31 de janeiro de 2026, exatamente um ano após a exibição ao vivo nos Estados Unidos, onde o show permaneceu disponível como reprise durante esse período.
No Brasil, a situação foi diferente desde o início. O evento não foi transmitido ao vivo pelo Disney+ e só chegou ao catálogo nacional em 7 de março de 2025, semanas depois da apresentação original. Agora, o conteúdo simplesmente desapareceu do serviço, repetindo o movimento feito também por Netflix e Prime Video.
Mesmo fora das plataformas tradicionais, ainda é possível assistir ao show, como explicamos mais abaixo.
Um evento beneficente de grandes proporções
O FireAid LA Benefit Concert aconteceu em 30 de janeiro de 2025 com um objetivo claro, arrecadar fundos para vítimas dos incêndios florestais que devastaram áreas da região de Los Angeles, incluindo Palisades e Eaton.
A escala do evento chamou atenção desde o anúncio. O show ocorreu simultaneamente em duas grandes arenas de Inglewood, o Kia Forum e o Intuit Dome, e foi acompanhado por mais de 50 milhões de pessoas em 28 plataformas diferentes.
A arrecadação final superou os US$ 100 milhões. Parte essencial desse resultado veio de uma iniciativa do proprietário do LA Clippers, Steve Ballmer, que dobrou todas as doações feitas durante a transmissão.
Cerca de US$ 50 milhões foram liberados de forma imediata para mais de 120 organizações não governamentais. Isso incluiu cartões pré-pagos de US$ 500 para milhares de trabalhadores ao ar livre que perderam renda por causa da fumaça e das evacuações. Outros US$ 25 milhões foram direcionados a ações de estabilidade habitacional e apoio psicológico para famílias que perderam suas casas.
Também houve investimento em novos equipamentos e infraestrutura para o Departamento de Bombeiros do Condado de Los Angeles, além de apoio à reconstrução de residências com materiais resistentes ao fogo, assistência a instituições de bem-estar animal e ajuda específica a músicos e artistas locais que tiveram estúdios e instrumentos destruídos.
Dois palcos, um line-up histórico

A programação foi dividida entre os dois espaços, com curadorias distintas.
No Kia Forum, o foco esteve em rock e nomes consagrados, com apresentações de Green Day, No Doubt, Red Hot Chili Peppers, Stevie Nicks, Joni Mitchell, Alanis Morissette, John Mayer, John Fogerty e The Black Crowes.
Já o Intuit Dome concentrou artistas do pop e da música contemporânea, incluindo Billie Eilish, Lady Gaga, Olivia Rodrigo, Katy Perry, Stevie Wonder, Sting, Jelly Roll, Lil Baby, Tate McRae e Earth, Wind & Fire.
Entre os momentos mais comentados estiveram uma reunião especial com membros remanescentes do Nirvana, colaborações inesperadas entre artistas de estilos diferentes e uma participação surpresa de Dr. Dre ao lado do No Doubt em “California Love”. Joni Mitchell também teve uma das performances mais marcantes da noite ao interpretar “Both Sides Now”.
Por que o show foi removido?
Como a retirada ocorreu simultaneamente no Disney+, na Netflix e no Prime Video, a explicação mais provável envolve restrições contratuais e acordos de licenciamento, comuns em eventos desse porte.
O fato de a exclusão acontecer exatamente um ano após a exibição ao vivo nos Estados Unidos reforça a ideia de que havia um prazo previamente estabelecido para a disponibilidade do especial.
Onde assistir agora?
Para quem não conseguiu ver enquanto estava nos streamings, o FireAid LA Benefit Concert segue disponível na íntegra no canal oficial do próprio YouTube, neste link:
https://www.youtube.com/watch?v=yrEKrBs1LVQ
Como o show foi retirado de todas as plataformas no mesmo dia, não há garantia de que o vídeo permanecerá no ar indefinidamente. Existe a possibilidade de remoção futura por questões de direitos ou renegociação de contratos, o que torna o acesso atual ainda mais incerto.