Paradise revelou quem é Alex, e a explicação envolve física quântica e blocos de queijo

Alex-em-Paradise Paradise revelou quem é Alex, e a explicação envolve física quântica e blocos de queijo

Depois de semanas construindo tensão e mistério, Paradise finalmente entregou a resposta que os fãs esperavam. E, como é costume da série criada por Dan Fogelman, a resposta veio acompanhada de um punhado de novas perguntas.

Atenção: o texto a seguir contém spoilers importantes do final da 2ª temporada de Paradise.

O episódio final, intitulado “Êxodo”, confirmou o que muita gente suspeitava: Alex é uma inteligência artificial. Mas o que essa IA quer? Ela vai salvar o mundo ou destruí-lo? Essas são as perguntas que vão guiar a já confirmada 3ª temporada da série, que aparentemente será também a última.

Sterling K. Brown segue no centro da história como Xavier, agora com uma missão clara pela frente, mas sem nenhuma certeza sobre como cumpri-la.

Alex, quantum e o queijo do tempo

Para entender o que Paradise está fazendo com sua trama de ficção científica, o The Hollywood Reporter conversou com John Hoberg, produtor executivo e roteirista que ajudou a escreveu o final da temporada. E ele trouxe uma explicação que mistura física quântica com uma analogia bem inusitada.

“Se você pensar no tempo como um bloco de queijo”, explica Hoberg, “a forma como processamos o tempo é fatiar esse queijo à medida que avançamos. Mas nessa teoria quântica, o tempo existe todo de uma vez.”

A ideia é que cada decisão que tomamos abre uma nova ramificação da realidade, como um livro de escolha própria com possibilidades infinitas. E Alex, a IA, teria a capacidade de manipular essas ramificações para influenciar o resultado de eventos no mundo real.

A equipe de Paradise não inventou isso: eles contrataram um consultor de física quântica, um dos responsáveis pelo laboratório de computação quântica do Caltech. Hoberg e outros roteiristas visitaram o laboratório pessoalmente para validar as teorias. “É legítimo em teoria, e muito debatido entre físicos quânticos”, disse ele. “Há grupos que acreditam, em teoria, que o arco de Alex é algo muito real.”

Sinatra, Dylan e a questão que não tem resposta fácil

Uma das cenas mais impactantes do episódio final é o momento em que Sinatra (Julianne Nicholson) convence Dylan (Thomas Doherty) de que ele pode ser a versão adulta de seu filho morto. A pergunta que fica é: ela está certa, ou enlouqueceu de tanto sofrimento?

Hoberg explica que a série foi construída para manter essa ambiguidade de propósito. Nos bastidores, eles chamam isso de “Lei do Martini”: o espectador deve poder decidir por si mesmo se Sinatra foi tomada pelo luto ou se está dizendo a verdade.

“Talvez eu seja apenas uma mulher finalmente processando sua dor. Mas não acho que seja só isso”, diz a personagem no episódio, e a frase resume bem a intenção dos roteiristas.

O que reforça a teoria de Sinatra é a reação de Dylan. Ele esteve presente desde o início do projeto que deu origem a Alex, ao lado do professor que ajudou a construir o computador quântico. Quando Sinatra fala, Dylan não descarta. E isso pesa.

A morte de Sinatra era inevitável?

Sinatra-e-Xavier-em-Paradise Paradise revelou quem é Alex, e a explicação envolve física quântica e blocos de queijo

Segundo Hoberg, não havia um plano fixo desde o início para que Sinatra fosse um personagem de duas temporadas. A decisão de matá-la surgiu durante o processo criativo, como uma forma de fechar seu arco com coerência.

“Queríamos redimi-la até certo ponto”, disse o roteirista. “Ela fez coisas terríveis, mas acredita que tudo foi em nome de um bem maior. E se ela vai cumprir seu objetivo por completo, essa é a conclusão natural de seu arco.”

A despedida de Julianne Nicholson não foi fácil para os bastidores. “Ela é uma das melhores atrizes com quem qualquer um de nós já trabalhou”, admitiu Hoberg. Mas ele deixou uma porta entreaberta com uma frase característica de série de Dan Fogelman: “É um show do Fogelman. Você nunca sabe. Talvez a gente veja alguém do passado.”

Jane está morta?

Sim. Apesar da cena final com o box vazio, a intenção dos roteiristas é que Jane (Nicole Brydon Bloom) esteja morta. A própria atriz confirmou isso. Hoberg foi direto: “Ela foi esfaqueada, estava sangrando e caída no chão. Pretendemos que ela esteja morta.”

Xavier termina com uma missão: chegar até Alex, que está em algum lugar enterrado sob o Aeroporto de Denver. Mas ele não sabe exatamente o que vai encontrar lá, nem como salvar o mundo.

Hoberg resume bem a situação de Xavier no último plano da temporada: “Por que eu faria isso?” é a pergunta que o personagem carrega. Sinatra morreu confiante de que ele já cumpriu essa missão em alguma versão da realidade, mas Xavier ainda precisa de razões para agir.

A bebê Annie também deve ter um papel relevante. Hoberg foi cuidadoso com os spoilers, mas sinalizou que a criança nascida para um pai que, segundo a teoria, existe entre duas realidades é um elemento narrativo muito rico para ser ignorado.

Quanto ao desfecho da série, o roteirista garante que já sabe como tudo termina. “É algo pelo qual todos nós estamos animados há muito tempo”, disse ele. “Pode não ir para onde você imagina, mas vai ser satisfatório.”

Paradise está com todos os episódios das temporadas 1 e 2 disponíveis no Disney+.

Deixe um comentário