
Desde o anúncio de Magnum (Wonder Man no título original em inglês), nova série da Marvel para o Disney+, uma dúvida começou surgiu: afinal, de onde vêm os poderes de Simon Williams nesta versão do MCU?
Interpretado por Yahya Abdul-Mateen II, o personagem chega ao streaming como uma figura bem diferente do herói tradicional. Em vez de apresentar uma história de origem direta, a série opta por deixar várias peças em aberto, especialmente quando o assunto é a natureza de suas habilidades.
Em entrevista ao GamesRadar+, os criadores Destin Daniel Cretton e Andrew Young falaram sobre essa escolha e comentaram diretamente a possibilidade de Simon ser um mutante dentro do MCU.
Liberdade total para reinventar Simon Williams
Segundo Andrew Young, a Marvel deu carta branca para que a equipe desenvolvesse uma nova versão do personagem. Não houve exigência de seguir uma fase específica dos quadrinhos ou de reproduzir uma origem clássica.
“Quando se tratava do Simon Williams, eles me deram liberdade total. Não havia necessariamente uma fase específica de Magnum para servir de base”, explicou o showrunner.
A prioridade, de acordo com ele, era criar uma série ambientada no universo do entretenimento. A relação de Simon com Hollywood e com seus próprios poderes se tornou o centro da construção do personagem, acima de qualquer explicação técnica sobre sua origem.
Essa abordagem ajuda a explicar por que Magnum se afasta do modelo mais comum das produções do MCU.
Um herói que quer ser ator antes de tudo

Nos quadrinhos, Simon Williams sempre teve uma ligação forte com o mundo da atuação. A série amplia esse aspecto e coloca a carreira artística como algo central para o personagem.
Young comentou que a ideia surgiu ao observar perfis de grandes atores da vida real.
“Se você desse superpoderes a um ator genial que só quer ser o próximo Daniel Day-Lewis, isso não significaria nada para ele. Ele não ia sair voando”, disse.
Para o criador, Simon é, antes de tudo, um artista. O mesmo vale para Trevor Slattery, personagem de Ben Kingsley, o que transforma Magnum em uma história sobre dois artistas inseridos em um universo de superpoderes.
A série evita o caminho tradicional da Marvel

Destin Daniel Cretton reforçou que Magnum não foi pensada para quem espera uma fórmula clássica de super-heróis. Segundo ele, a série usa o gênero de outra maneira.
“Se você começar a assistir esperando uma série de super-herói como as que já viu antes, talvez não goste, se isso for tudo o que procura”, afirmou.
Ao mesmo tempo, o diretor acredita que quem acompanha a série até o fim pode se conectar com os personagens justamente por essa abordagem diferente.
Ele explicou que os poderes de Simon surgem como reflexo de conflitos internos e experiências pessoais, ajudando o público a entender quem ele é, em vez de servir apenas como ferramenta para cenas de ação.
A origem dos poderes e a teoria mutante

Um dos pontos mais comentados da série é o fato de Simon ter poderes desde a infância, sem que haja um evento claro que explique isso.
Essa escolha originou diversas teorias, especialmente a de que ele possa ser mais um mutante introduzido discretamente no MCU.
Questionados diretamente sobre isso, Cretton e Young foram cautelosos.
“Eu não sei”, responderam os dois quase ao mesmo tempo. Em seguida, Young completou: “Mas é uma boa pergunta”.
A resposta indica que a série, ao menos por enquanto, prefere manter essa informação em aberto. Não há confirmação, mas também não há negação.
Estreia no Disney+
Magnum estreia com seus oito episódios disponíveis no Disney+ no dia 27 de janeiro às 23:00 (horário de Brasília). Ao longo da temporada, a série vai aprofundar a trajetória de Simon Williams e oferecer novas pistas sobre a verdadeira natureza de seus poderes.
Se ele é ou não um mutante do MCU, essa resposta parece ter ficado guardada para o momento certo.