Macaulay Culkin explica por que Duro de Matar não é um filme de Natal, e o argumento faz sentido

Duro-de-Matar Macaulay Culkin explica por que Duro de Matar não é um filme de Natal, e o argumento faz sentido

Poucas discussões da cultura pop conseguem atravessar décadas com tanta força quanto a eterna pergunta: Duro de Matar é ou não um filme de Natal? Todo fim de ano, o debate ressurge com a mesma intensidade, dividindo opiniões e inflamando redes sociais como se fosse uma questão de honra cinematográfica.

Agora, alguém com autoridade natalina suficiente para opinar resolveu entrar na conversa. Macaulay Culkin, eternamente associado ao espírito das festas por Esqueceram de Mim, deu sua visão sobre o assunto e apresentou um argumento simples, direto e difícil de ignorar.

Durante uma participação no podcast Mystical Kitchen em dezembro, Culkin foi questionado diretamente sobre o status natalino de Duro de Matar. A resposta veio sem rodeios:

“Não, não é. A história se passa no Natal, mas se fosse no Dia de São Patrício, funcionaria do mesmo jeito. Já Esqueceram de Mim não funcionaria fora do Natal.”

A lógica é clara. Para Culkin, o Natal em Duro de Matar serve muito mais como contexto logístico do que como elemento essencial da trama. A festa de fim de ano apenas reúne pessoas no mesmo prédio e cria o pretexto para John McClane estar ali. Fora isso, o filme praticamente não depende da data.

Tirando a famosa frase “ho-ho-ho” escrita no corpo de um vilão e a presença de Christmas in Hollis, do Run-DMC, pouco no longa realmente exige que seja Natal. A história poderia acontecer em qualquer feriado prolongado, sem grandes ajustes.

Por que Esqueceram de Mim só funciona no Natal

Ao comparar com Esqueceram de Mim, Culkin reforça ainda mais seu ponto. O filme depende diretamente do caos típico das festas de fim de ano: famílias viajando, aeroportos lotados, distrações em série e casas vazias.

Além disso, o próprio conflito só existe porque os ladrões planejam seus roubos exatamente durante o Natal, quando as famílias deixam suas casas. A atmosfera festiva, o valor da família e o reencontro no final não são acessórios, mas o coração da história.

Sem Natal, a trama simplesmente perde sua lógica central.

Mesmo com um argumento bem estruturado, Culkin não encerra a discussão. Pelo contrário, acaba criando para outra pergunta igualmente provocadora: será que Esqueceram de Mim também poderia funcionar fora do Natal?

Alguns defendem que o tema família poderia existir em outros feriados, que o caos de aeroportos acontece em várias épocas do ano e que as armadilhas poderiam ser adaptadas. Ainda assim, é difícil imaginar o filme sem luzes, neve, trilha natalina e aquele clima específico de fim de ano.

No fim das contas, a discussão segue viva, exatamente como manda a tradição. E talvez esse seja o verdadeiro espírito natalino da coisa.

Para quem quiser tirar suas próprias conclusões, Duro de Matar está disponível no Disney+.

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