
The Beauty: Lindos de Morrer já estreou com seus três primeiros episódios no Disney+. A produção do FX, criada por Ryan Murphy e Matthew Hodgson, parte de uma ideia perturbadora e direta: até onde alguém iria para alcançar um padrão físico considerado perfeito?
Estrelada por Evan Peters e Rebecca Hall, a série acompanha dois agentes do FBI envolvidos na investigação de um vírus capaz de transformar pessoas em versões fisicamente “ideais” de si mesmas. O problema é que o processo cobra um preço alto, tanto no corpo quanto nas escolhas feitas ao longo do caminho.
Em entrevista ao Collider, os protagonistas falaram sobre os temas da série, cenas fisicamente exigentes e como essa história dialoga com medos antigos e bem atuais.
Ao longo da conversa, ficou claro que The Beauty: Lindos de Morrer não surgiu do nada. A série usa referências clássicas, mas as transporta para um cenário contemporâneo, onde cirurgias estéticas, medicamentos e soluções rápidas fazem parte do cotidiano.
Beleza como obsessão antiga

Para Rebecca Hall, o tema central da série não é algo exclusivo dos tempos modernos. A atriz acredita que a fixação pela beleza atravessa séculos e aparece tanto em mitos quanto em histórias mais recentes.
“É assustador, claro, mas é uma história tão antiga quanto a própria humanidade. As pessoas sempre foram obcecadas por beleza, pelo que é belo e pelo que se está disposto a sacrificar para conseguir isso”, afirmou.
Hall citou exemplos que vão de mitos clássicos até O Retrato de Dorian Gray, reforçando que o desejo por juventude e perfeição nunca deixou de existir, apenas mudou de forma ao longo do tempo.
Evan Peters entrou na conversa lembrando de The Wasp Woman, filme de 1959 sobre uma empresária do ramo de cosméticos que se submete a um experimento perigoso. Para ele, histórias assim mostram que o tema sempre esteve presente no cinema, apenas assume novos contornos.
Cenas físicas e limites no set

Além das ideias provocativas, The Beauty: Lindos de Morrer também exige muito fisicamente de seus atores. Peters comentou sobre uma das sequências mais intensas da série, um confronto prolongado gravado durante a noite, em locações externas.
Segundo o ator, ele fez praticamente toda a cena sem dublês, após longos ensaios com a equipe de stunts. “Foi incrível. A equipe criou sequências longas e detalhadas. Filmamos por várias noites, correndo por tudo quanto é lado. Era exatamente o tipo de desafio que eu queria encarar”, contou.
Rebecca Hall também falou sobre as cenas de transformação vividas por sua personagem, Jordan Bennett. A atriz explicou que havia diretrizes claras de movimento, como a sensação de calor extremo e sede constante, mas com espaço para interpretação.
“Teve um pouco de contorcionismo. Eu fiz parte disso, e uma contorcionista entrou nas partes mais extremas. Foi divertido de fazer, apesar de um certo risco”, disse.
Um dos aspectos mais curiosos da série é o fato de Jordan Bennett ser interpretada por mais de uma atriz ao longo da história. Hall comentou como foi dividir o papel e acompanhar outra artista assumindo sua personagem.
Ela contou que conversou bastante com Jessica Alexander, que assume a função em determinado momento da trama, e que a troca foi tranquila. “É uma situação única, mas muito bonita. A gente estava alinhada desde o começo”, afirmou.
Peters destacou que a transição funcionou bem em cena e ajudou a manter a energia e o objetivo do personagem, especialmente na relação entre Cooper e Jordan.
Onde assistir The Beauty: Lindos de Morrer
Produzida pelo FX, The Beauty: Lindos de Morrer está disponível no Disney+. Os episódios inéditos são lançados semanalmente, sempre às quartas-feiras, a partir das 23h.
A série acompanha os agentes Cooper Madsen e Jordan Bennett enquanto tentam conter a disseminação de um vírus que, apesar de oferecer uma aparência idealizada, transforma vidas em um caminho sem volta.