Equipe de Os Simpsons revela como a série deveria terminar

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Quando Os Simpsons estreou em 1989 na Fox, ninguém imaginava que a criação de Matt Groening ultrapassaria três décadas no ar e mais de 800 episódios produzidos.

A animação se tornou um fenômeno cultural, atravessando gerações sem envelhecer seus personagens. Mas, mesmo com essa longevidade impressionante, uma pergunta sempre aparece: como encerrar uma série que parece nunca acabar?

Um dos produtores executivos já tem uma resposta clara.

O desafio de finalizar séries icônicas

Ao longo da história da TV, alguns finais marcaram época, mas sitcoms costumam enfrentar ainda mais dificuldades nesse momento decisivo. Muitas recorrem a casamentos, mudanças de cidade ou nascimentos para criar sensação de encerramento. Outras tentam surpreender com soluções inesperadas.

Com Os Simpsons, a tarefa parece ainda mais delicada. A série sempre brincou com a própria estrutura, ironizando clichês e até zombando da ideia de um desfecho definitivo.

Um final fake já aconteceu

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Curiosamente, a série já fez uma espécie de piada sobre isso. Na estreia da 36ª temporada, em um episódio intitulado O Aniversário do Bart, a produção simulou um episódio final apresentado por Conan O’Brien.

Na trama, um sistema de inteligência artificial tentava criar o encerramento perfeito para a série, mas tudo dava errado. No fim, tudo voltava ao normal, reforçando que a família Simpson continuaria existindo.

Em entrevista ao Collider, o produtor executivo Mike Price comentou o assunto e explicou qual seria, para ele, o melhor caminho.

“É quase como se já tivéssemos resolvido isso. Agora, se e quando a série realmente acabar, não posso dizer quando será, mas eu gostaria que fosse apenas um episódio normal, não algum tipo de final especial.”

Nada de despedida solene

A ideia de um encerramento discreto não é exclusiva de Mike Price. O showrunner Matt Selman já declarou algo semelhante em conversa com o TheWrap.

Segundo ele, não haveria um grande adeus, mas sim um episódio comum com a família reunida, talvez com algumas referências internas.

Selman explicou o raciocínio dizendo que a série funciona como um ciclo contínuo. Os personagens se reiniciam a cada semana, quase como um eterno “Dia da Marmota”, mas sem perceberem isso.

Diferentemente de produções tradicionais, Os Simpsons não precisa amarrar pontas soltas. Ao longo dos anos, a animação já mostrou versões futuras dos personagens, casamentos, filhos adultos e até possíveis destinos finais.

Nada disso é definitivo.

Por ser animada, a série sempre teve liberdade para brincar com o tempo e com a própria lógica interna. Criar um encerramento grandioso poderia soar artificial.

Depois de mais de 800 episódios, talvez a melhor maneira de se despedir seja exatamente não transformar o momento em algo solene demais.

Se depender dos produtores, quando o último episódio for ao ar, ele poderá parecer apenas mais uma visita a Springfield. E talvez seja justamente isso que combine com uma série que nunca precisou seguir regras tradicionais para continuar relevante por tanto tempo.

Os Simpsons está disponível no Disney+.

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