Disney+ cresce mesmo sem revelar número total de assinantes

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A Disney abriu o ano fiscal de 2026 com números que ajudam a entender como o streaming segue ganhando espaço dentro da empresa. O relatório financeiro mais recente, referente ao período entre outubro e dezembro de 2025, trouxe crescimento de receita no segmento que reúne Disney+, Hulu e ESPN, mesmo com mudanças importantes na forma como esses dados passam a ser divulgados.

Pela primeira vez, a companhia optou por não informar o total de assinantes de suas plataformas de streaming. A decisão já havia sido confirmada no ano passado e segue um movimento já adotado pela Netflix e indica uma nova prioridade, menos focada em volume de usuários e mais atenta ao desempenho financeiro do negócio.

Ainda assim, os dados divulgados permitem traçar um retrato claro do momento vivido pelo streaming da Disney.

Streaming cresce em receita e publicidade

De acordo com o relatório, a divisão de streaming da empresa, que engloba Disney+ e Hulu, registrou receita de US$ 4,424 bilhões no trimestre, um aumento de 13% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Vale lembrar que o Hulu só existe como plataforma independente nos Estados Unidos.

A área de publicidade também apresentou avanço. A receita com anúncios dentro do streaming subiu 4%, chegando a US$ 922 milhões, reforçando a importância dos planos com publicidade dentro da estratégia atual da companhia.

Mesmo sem divulgar números de assinantes, a Disney deixou claro que seguirá compartilhando atualizações pontuais sempre que atingir marcos considerados relevantes.

Cinema forte ajuda a equilibrar resultados

Além do streaming, a empresa teve um trimestre positivo nos cinemas. Os lançamentos de Zootopia 2 e Avatar: Fogo e Cinzas garantiram uma arrecadação expressiva nas bilheterias e ajudaram a compensar outros investimentos feitos no período.

Um desses movimentos foi a aquisição de uma participação na plataforma de streaming Fubo TV, que acabou reduzindo parte dos ganhos registrados no trimestre.

Em comunicado oficial, o CEO Bob Iger comentou os resultados e destacou o início sólido do novo ano fiscal, além do bom desempenho dos filmes lançados ao longo de 2025.

Séries e esportes ajudaram no crescimento

Executivos da Disney também apontaram o bom desempenho de séries e programas exibidos ao longo de 2025. Segundo dados da Nielsen, sete dos dez conteúdos mais assistidos do ano estavam no Disney+ ou no Hulu.

Bluey liderou novamente o ranking como a série mais assistida nos Estados Unidos pelo segundo ano consecutivo, acumulando 45 bilhões de minutos assistidos. Na TV aberta, a ABC dominou o público adulto de 18 a 49 anos com produções como Uma Mente Excepcional, Abbott Elementary e Dancing with the Stars.

Entre os destaques recentes, a estreia de Magnum, da Marvel, recebeu avaliações bastante positivas, enquanto Taylor Swift voltou ao Disney+ com o documentário The End of an Era e o filme-concerto Taylor Swift: The Eras Tour: The Final Show.

A empresa também confirmou novidades que chegam nos próximos meses, incluindo American Love Story, a segunda temporada de Paradise, o retorno de Scrubs, a quarta temporada de A Vida Secreta das Esposas Mórmons e a segunda temporada de Demolidor: Renascido.

Outro ponto destacado no relatório foi o foco em conteúdos produzidos fora dos Estados Unidos. A Disney afirmou que o investimento em produções locais tem apresentado bons resultados em diferentes regiões.

No trimestre, o engajamento foi impulsionado por títulos como O Manipulado, na região da Ásia-Pacífico, e A Bastarda, na América Latina. Parcerias com emissoras locais e a oferta de esportes regionais, como a NBA na Austrália, também ajudaram a ampliar o consumo.

A empresa ainda celebrou a conquista de três prêmios no International Emmy Awards, com Rivais, Bluey e Eu, Viciado.

Mudanças no app e uso de inteligência artificial

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A Disney aproveitou o relatório para comentar ajustes recentes no Disney+. No fim de 2025, a plataforma passou por uma reformulação visual, com nova página inicial, navegação mais direta e uma seção dedicada a recomendações personalizadas.

Executivos confirmaram que novos aprimoramentos estão em desenvolvimento, incluindo melhorias no sistema de recomendações e testes com inteligência artificial para ampliar a personalização da experiência do usuário.

Também foi mencionado o plano de incluir conteúdos curtos gerados com auxílio de IA. A ideia envolve o uso de ferramentas voltadas tanto para publicidade quanto para novos formatos de vídeos, incluindo produções criadas a partir de tecnologias como a Sora, após um acordo de licenciamento com a OpenAI.

Embora esse tipo de conteúdo ainda gere dúvidas sobre aceitação do público, a empresa deixou claro que a continuidade da iniciativa dependerá do interesse dos assinantes.

O relatório reforça que o streaming já se tornou uma área lucrativa para a Disney, mas também evidencia que a empresa segue ajustando sua estratégia para equilibrar receitas, integrar plataformas como o Hulu ao Disney+ nos Estados Unidos e definir os próximos passos de sua presença digital.

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