Com fusão de Paramount+ e HBO Max, CEO quer bater de frente com a Netflix

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O mercado de streaming está prestes a ganhar um novo peso-pesado. Em meio a uma negociação avaliada em US$ 110 bilhões, a Paramount aposta que a união com a Warner Bros. Discovery vai mudar o jogo na disputa por assinantes.

Quem fez essa defesa foi o CEO da Paramount, David Ellison, durante uma teleconferência com analistas de Wall Street. Segundo ele, a combinação dos catálogos e das estruturas digitais vai colocar a empresa em posição direta de confronto com a Netflix.

A ideia central é simples: juntar forças para ganhar escala.

E, no universo do streaming, escala significa tudo.

Paramount+ e HBO Max juntas

De acordo com Ellison, o plano é integrar os serviços ao longo dos próximos anos. “Vamos combinar os portfólios de streaming das duas empresas em uma plataforma mais forte ao longo dos próximos anos”, afirmou.

Hoje, somando Paramount+ e HBO, o grupo alcança mais de 200 milhões de assinantes diretos ao consumidor em mais de 100 países e territórios.

Ellison destacou esse número como base para a nova fase da companhia. “Isso nos posiciona para competir de forma eficaz com os principais serviços de streaming do mercado atual”, declarou.

Para efeito de comparação, a Netflix encerrou 2025 com 325 milhões de assinantes no mundo. O número divulgado por Ellison, porém, considera a base combinada das plataformas e não desconta totalmente possíveis assinantes que pagam por ambos os serviços.

O desafio além do streaming

Nem tudo, no entanto, é simples na transição.

A HBO ainda mantém acordos de distribuição tradicional via TV por assinatura, modelo que vem encolhendo com o avanço do streaming, mas que continua relevante. Isso significa que novas negociações serão necessárias caso a empresa queira reformular preços ou pacotes sem limitações.

O histórico do setor mostra que essa transição exige cuidado. A própria AT&T enfrentou obstáculos após comprar a Time Warner em 2018 e tentar acelerar sua presença no digital.

Tecnologia como prioridade

Ellison, filho do bilionário Larry Ellison, fundador da Oracle, já vinha conduzindo mudanças internas desde a fusão da Skydance com a Paramount.

Ele liderou a integração das estruturas tecnológicas da Pluto TV, do Paramount+ e do BET+, buscando reduzir custos e tornar os sistemas mais eficientes. Um movimento semelhante deve ocorrer com a Warner Bros. Discovery.

Para o executivo, tecnologia e conteúdo precisam caminhar juntos.

“Quando se trata do negócio direto ao consumidor, engajamento é absolutamente fundamental para o sucesso”, afirmou.

E completou: “Você precisa olhar para o que impulsiona esse engajamento. É oferecer mais conteúdo incrível que o público queira consumir, combinando esses estúdios e plataformas, e entregando mais do que as pessoas querem ver.”

Além do investimento em produções, ele reforçou que o produto digital precisa evoluir. “Planejamos melhorar significativamente o produto tecnológico para manter as pessoas na plataforma por mais tempo.”

A mira está nos gigantes

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Ao falar sobre o cenário competitivo, Ellison deixou claro que o objetivo é disputar espaço com os líderes do setor.

Segundo ele, a combinação de catálogo robusto com melhorias tecnológicas pode resultar em “um produto que realmente consiga competir com o que há de melhor vindo do Vale do Silício e com os líderes da indústria.”

Se a fusão for concluída nos moldes anunciados, o streaming pode ganhar um novo concorrente de grande porte, disposto a brigar por audiência em um mercado cada vez mais concentrado.

Os próximos meses devem mostrar como essa união vai se desenhar na prática e quais mudanças os assinantes podem esperar no futuro próximo.

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