Brendan Fraser recusou a continuação de “George, o Rei da Floresta” e explicou o motivo

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Entre as comédias da Disney lançadas nos anos 1990, poucas envelheceram tão bem quanto George, o Rei da Floresta. Lançado em 1997, o filme conseguiu algo raro, funcionar tanto para crianças quanto para adultos, com seu humor exagerado e piadas que passavam longe de ser óbvias.

Inspirado no desenho animado de 1967 criado por Bill Scott e Jay Ward, o longa levou para o live-action o espírito cartunesco do personagem, um herói ingênuo criado na selva africana, famoso por se chocar contra árvores enquanto balança em cipós. A adaptação soube expandir esse conceito sem perder o tom debochado, brincando com convenções do gênero e até com o próprio papel da Disney nesse tipo de produção.

Boa parte desse equilíbrio veio do carisma de Brendan Fraser, que transformou George em um protagonista exagerado, físico e ao mesmo tempo carismático.

Justamente por isso, quando George, o Rei da Floresta 2 chegou em 2003 sem o ator no elenco, o destino do filme parecia selado desde o início.

Dinheiro não foi o único fator

Durante muito tempo, a explicação mais comentada para a ausência de Fraser na continuação era simples, a Disney não quis pagar o valor pedido pelo ator. Essa versão, aliás, acabou virando piada dentro do próprio filme, que faz comentários irônicos sobre o estúdio ser “econômico demais” para trazê-lo de volta.

Anos depois, o próprio Fraser confirmou que a brincadeira não estava tão distante da realidade. Em entrevista à Entertainment Weekly em 2022, ele contou que a proposta existiu, mas não seguiu adiante.

“Acho que George ganhou uma continuação, e eles até colocaram uma piada dizendo que o estúdio era mão de vaca demais para me contratar de novo, o que não era exatamente mentira”, afirmou o ator.

Ainda assim, o dinheiro não foi o ponto decisivo.

A escolha por um projeto diferente

Na época, Fraser estava interessado em seguir outro caminho. Em vez de retornar a uma comédia familiar lançada direto para o mercado doméstico, ele optou por integrar o elenco de O Americano Tranquilo, filme lançado em 2002 e dirigido por Phillip Noyce.

“Fui procurado, mas senti que queria fazer O Americano Tranquilo com Michael Caine, rodar o primeiro faroeste filmado no Vietnã e contar uma história profundamente americana”, explicou. Segundo o ator, buscar projetos variados sempre fez parte de suas decisões profissionais, como uma forma de se manter interessado e também de oferecer algo diferente ao público.

O tempo acabou validando essa escolha. Enquanto George, o Rei da Floresta 2 passou praticamente despercebido, a imagem de Fraser seguiu associada a personagens queridos do cinema popular e, mais recentemente, a trabalhos reconhecidos pela crítica.

Além das questões criativas e financeiras, há também um detalhe pouco lembrado: o esforço físico exigido para interpretar George. O personagem dependia muito da comédia corporal e de uma preparação intensa, algo que Fraser já havia enfrentado no primeiro filme.

O ator nunca escondeu que aquele tipo de papel cobrava um preço alto do corpo, o que ajuda a entender por que não havia grande entusiasmo em repetir a experiência poucos anos depois.

Hoje, tanto George, o Rei da Floresta quanto George, o Rei da Floresta 2 estão disponíveis no Disney+. Mesmo assim, a diferença entre os dois segue evidente, e passa diretamente pela ausência de Brendan Fraser no papel que ajudou a transformar o personagem em um clássico improvável da Disney dos anos 1990.

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