
Star Wars voltou às telonas depois de seis anos de ausência, e o retorno veio carregado de expectativa. Din Djarin e o pequeno Grogu finalmente ganharam seu filme, construído sobre a base sólida de uma das séries mais populares do Disney+. Parecia a fórmula perfeita para um grande fim de semana nas bilheterias.
Os números chegaram, e o resultado é ambíguo.
O Mandaloriano e Grogu arrecadou US$ 145 milhões no mundo todo em seu fim de semana de estreia. Para qualquer outro filme, seria uma abertura de respeito. Para Star Wars na era Disney, é o menor número já registrado desde que a franquia foi adquirida pela empresa.
O ponto de comparação é revelador: Han Solo: Uma História Star Wars, lançado em 2018 e até hoje considerado o maior tropeço comercial da saga, abriu com US$ 148 milhões globalmente. O Mandaloriano e Grogu ficou abaixo disso.
Nos Estados Unidos, o desempenho foi mais animador. O filme somou US$ 83 milhões no fim de semana e deve ultrapassar os US$ 100 milhões com o feriado do Memorial Day, comemorado na segunda-feira.
Com esse número doméstico, O Mandaloriano e Grogu garante um feito importante: é a melhor estreia da Disney nos EUA em 2026, superando os US$ 75 milhões de O Diabo Veste Prada 2.
O problema esteve no mercado internacional, onde a força de Star Wars não se traduziu em ingressos como nas estreias anteriores da saga.
O público de streaming, fiel à série no Disney+, não compareceu às salas no mesmo ritmo fora dos Estados Unidos.
O que os números dizem sobre Star Wars hoje

O orçamento de O Mandaloriano e Grogu foi estimado em US$ 165 milhões, bem abaixo do que filmes da saga costumavam custar. Isso coloca o longa em posição financeira mais confortável do que Han Solo, que foi rodado com quase US$ 300 milhões e encerrou sua trajetória com apenas US$ 392 milhões mundialmente, tornando-se o primeiro Star Wars a dar prejuízo nos cinemas.
Além disso, o público recebeu bem o filme: 88% de aprovação entre os espectadores que assistiram, um contraste com a crítica especializada, que abriu o fim de semana com apenas 61% no Rotten Tomatoes.
A pergunta que fica é: será que uma audiência acostumada a ver seus personagens favoritos no conforto de casa, incluído na assinatura, se dispõe a pagar ingresso para o mesmo universo? Os números de estreia sugerem que essa conversão ainda é o maior desafio de Star Wars nas telonas.