
A Disney tem um novo CEO, e as primeiras decisões difíceis já chegaram. Josh D’Amaro, que assumiu oficialmente o comando da companhia em 18 de março de 2026, durante a assembleia anual de acionistas, enfrenta agora a tarefa de promover uma nova rodada de demissões que deve atingir até 1.000 funcionários ao longo dos próximos meses.
É a primeira onda de cortes desde que D’Amaro substituiu Bob Iger, encerrando uma passagem de 52 anos do executivo pela empresa, dividida em dois mandatos como CEO.
Segundo o The Wall Street Journal, a Disney já está planejando os desligamentos, que devem ser concentrados em áreas específicas da companhia.
O que está por trás dos cortes
Uma parte significativa das demissões está ligada a uma reorganização interna anunciada em janeiro. Na época, a Disney promoveu o executivo veterano Asad Ayaz ao cargo de diretor de marketing e marca, com um plano de consolidar as operações de marketing das divisões de cinema, televisão e streaming, eliminando redundâncias. Segundo fontes do WSJ familiarizadas com o processo, muitas das demissões agora confirmadas têm relação direta com essa reestruturação.
A empresa encerrou o último ano fiscal com um quadro de pouco mais de 230 mil funcionários, a maior parte deles trabalhadores de meio período nos parques temáticos.
Os cortes atuais são expressivos, mas ficam longe do que a companhia viveu sob o comando de Iger. Entre 2023 e 2025, múltiplas rodadas de demissões eliminaram cerca de 8.000 postos de trabalho, gerando uma economia de US$ 7,5 bilhões para a empresa, número bem acima do que a Disney havia projetado inicialmente.
A rodada mais recente antes desta havia ocorrido em junho do ano passado, quando algumas centenas de funcionários foram desligados em diferentes divisões da Disney Entertainment, incluindo áreas de marketing de cinema e televisão, publicidade, elenco e desenvolvimento, além de operações financeiras corporativas. Foi o quarto e maior ciclo de demissões em dez meses a afetar as operações televisivas da companhia.
O movimento atual faz parte de uma tendência mais ampla de cortes e enxugamento que vem marcando toda a indústria de mídia nos últimos anos. Para D’Amaro, recém-chegado ao posto mais alto da maior empresa de entretenimento do mundo, o desafio é equilibrar a necessidade de eficiência com a tarefa de deixar sua marca na companhia.