Os Testamentos trouxe Elisabeth Moss de volta, e criador da série conta como isso aconteceu

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Quem achava que a história de June Osborne havia terminado com The Handmaid’s Tale vai ter que rever essa conclusão. Elisabeth Moss está de volta, e não apenas como uma aparição rápida para satisfazer os fãs mais saudosistas. A personagem que definiu a série original tem papel ativo em Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, o spin-off que estreou com três episódios no Disney+ nesta quarta-feira, 8 de abril.

A nova série se passa cerca de quatro anos após os eventos do final de The Handmaid’s Tale e acompanha uma nova geração de jovens mulheres em Gilead, crescidas dentro do regime opressor sem qualquer memória do mundo de antes. É uma história de amadurecimento em um cenário brutal, baseada no romance de Margaret Atwood publicado em 2019.

Ann Dowd retoma seu papel premiado com o Emmy como Tia Lydia, mas é a presença de Elisabeth Moss que promete agitar a trama. June aparece em voiceover na cena de abertura, reaparece em cena no final do primeiro episódio e tem participação mais substancial no terceiro episódio.

Por que June voltou tão cedo

O showrunner Bruce Miller, criador de The Handmaid’s Tale e agora à frente de Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, conversou com o TV Insider sobre a decisão de trazer a personagem de volta logo nos episódios de estreia.

A resposta tem a ver com fidelidade ao livro e com o que Miller enxerga como o motor emocional da trama.

“Ela é uma personagem no livro vista à distância, e você realmente sente a influência dela. Ela aparece no final, e olhando para a história e juntando as peças, você pode sentir a mão dela. Isso fez parte da decisão”, disse o showrunner. “Senti que a história de June não acabou, e ela certamente não vai parar até descobrir o destino de sua filha.”

Essa filha é Hannah, sequestrada por Gilead quando ainda era criança, realocada e renomeada Agnes. Em Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, Agnes é a protagonista principal, interpretada por Chase Infiniti. A jovem não tem memória da mãe biológica. Tudo o que sabe sobre June é que ela foi uma aia rebelde responsável por destruição em massa dentro de Gilead.

A adaptação que se afastou do livro

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No romance de Atwood, a história se passa 15 anos após os eventos da primeira temporada de The Handmaid’s Tale. A série da Disney+ construiu seu próprio caminho depois dali, empurrando a linha do tempo para frente de outra forma. Por isso, em Os Testamentos: Das Filhas de Gilead, apenas quatro anos se passaram desde a libertação de Boston, e não 15 como no livro.

Essa diferença de tempo muda algumas peças importantes. No romance, a personagem Daisy é, na verdade, Nichole em disfarce. Na série, Daisy é uma personagem diferente, que se torna uma espécie de figura filha para June após a morte de seus pais às mãos de Gilead.

A participação de Moss também cresceu em relação ao que o livro oferecia. E Miller deixa claro que isso sempre esteve nos planos.

“É óbvio que esse personagem tem mais caminho a percorrer”, diz o showrunner. “O próximo capítulo da história de The Handmaid’s Tale é sobre Hannah, e não está focado nela. Mas isso não significa que ela não tenha uma aposta enorme que construímos por muito tempo.”

Miller também ressalta que a parceria com Moss vai muito além da atuação. “Elisabeth sempre fez parte da minha concepção do show. Ela foi uma parceira criativa desde o início de The Handmaid’s Tale. Antes mesmo de dizer sim ao roteiro, já tínhamos conversas que influenciaram Os Testamentos: Das Filhas de Gilead. Ela está comigo desde o começo, e sou muito grato que tenha tido tempo para participar disso.”

Moss também assina como produtora executiva da série.

Os Testamentos: Das Filhas de Gilead estreia novos episódios às quartas-feiras no Disney+.

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