Disney revela planos para fortalecer o Disney+ na América Latina

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A Disney voltou a comentar seus planos para fortalecer o catálogo internacional do Disney+. Durante uma sessão de perguntas e respostas na conferência Morgan Stanley Technology, Media & Telecom, o diretor financeiro da empresa, Hugh Johnston, explicou como a companhia pretende ampliar o uso da plataforma fora dos Estados Unidos.

Entre os pontos citados, a América Latina apareceu como uma das regiões que receberão atenção especial na estratégia de conteúdo.

América Latina terá foco em realities, esportes e novelas

Segundo Johnston, a Disney estruturou novas equipes regionais nos últimos anos justamente para ampliar a produção e a divulgação de conteúdos locais.

Nos últimos anos montamos novas equipes na Europa, na América Latina e também no Canadá. Desenvolvemos capacidade tanto para criar conteúdo quanto para promovê-lo e produzi-lo de forma que possamos aproveitar melhor as oportunidades internacionais”, explicou o executivo.

Ele afirmou que a empresa não pretende simplesmente aumentar gastos em todas as regiões, mas direcionar investimentos de forma estratégica. No caso da América Latina, incluindo o Brasil, o foco será bastante específico.

Na América Latina vamos apostar forte em realities, programas esportivos e, claro, nas telenovelas que são tão populares na região.”

Esse tipo de conteúdo tem forte tradição no mercado latino, especialmente no Brasil, México e outros países onde novelas e reality shows costumam liderar audiência na televisão e também nas plataformas digitais.

Estratégia para manter assinantes

Durante a apresentação, Johnston também explicou como os conteúdos locais ajudam a manter o público ativo no Disney+ entre grandes lançamentos de filmes e séries.

Ele comentou que produções da própria Disney, como grandes filmes, costumam gerar picos de audiência quando chegam à plataforma. Porém, depois desse período inicial, parte dos usuários pode cancelar a assinatura.

Para evitar isso, a ideia é preencher o catálogo com produções regionais que mantenham os assinantes assistindo durante os intervalos entre essas estreias maiores.

Além da América Latina, o executivo mencionou outras regiões que fazem parte dessa estratégia.

No Japão e na Coreia do Sul, por exemplo, a Disney pretende continuar investindo em animes e dramas coreanos, formatos que já tiveram boa recepção no streaming. Na Europa Ocidental, o foco será em entretenimento geral, incluindo produções com roteiro e também programas sem roteiro.

Nos últimos anos, a Disney também passou a apostar mais em parcerias locais para ampliar o catálogo em determinados países. Um exemplo é o acordo firmado com a ITV no Reino Unido para incluir produções britânicas no streaming.

Conteúdo regional ganha cada vez mais espaço

A expansão de produções locais também acompanha mudanças no próprio mercado de streaming. Em vários países, governos passaram a exigir que plataformas invistam parte da receita em conteúdos produzidos na própria região, como forma de fortalecer a indústria audiovisual local.

Nesse cenário, a Disney busca aproveitar essa tendência para ampliar o catálogo com produções que dialoguem diretamente com o público de cada mercado.

Para os assinantes da América Latina, isso significa que realities, programas ligados ao esporte e novelas devem aparecer com mais frequência entre os projetos desenvolvidos para o Disney+ nos próximos anos.

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