
Lançada em 2024 no Disney+, The Acolyte dividiu opiniões desde o primeiro episódio. Enquanto parte do público abraçou a proposta, a série também enfrentou rejeição intensa, críticas organizadas antes mesmo da estreia e ataques direcionados a integrantes do elenco. Mesmo assim, para sua criadora, o projeto cumpriu o que se propôs a fazer.
Leslye Headland, criadora da produção, falou sobre os bastidores da série em um novo livro oficial de Star Wars, The Art of The Acolyte, dedicado ao projeto e trouxe revelações inéditas sobre o desenvolvimento da história, incluindo o título original e decisões criativas que não chegaram à tela.
O título original era diferente
Antes de chegar ao público como The Acolyte, a série tinha outro nome. Segundo Headland, o projeto foi desenvolvido inicialmente sob o título The Lost Sister (A Irmã Perdida).
A mudança ocorreu ainda durante o processo criativo, quando a equipe decidiu que o nome final precisava refletir melhor o foco da história e o período retratado dentro do universo Star Wars.
Mesmo com o cancelamento após a primeira temporada, Headland afirma que considera a série um acerto dentro do que se propôs a fazer.
“Quando começamos The Acolyte, eu queria criar uma nova forma de expressão dentro de Star Wars, inventar algo que ampliasse as histórias que eu amo desde criança”, explicou.
Segundo ela, a resposta de parte do público confirmou essa sensação. “Desde a estreia, os fãs da série deixaram isso claro para mim: nós conseguimos.”
A criadora reconhece que mexer com elementos sensíveis da mitologia da franquia sempre traz riscos, mas reforça que a intenção nunca foi repetir fórmulas já conhecidas.
Qimir e o lado sombrio

O livro também esclarece um ponto que gerou muitas dúvidas entre os espectadores. Manny Jacinto, que interpreta Qimir, é descrito oficialmente como “um mestre Sith secreto”, encerrando as teorias que circulavam desde o fim da temporada.
Planos iniciais apontavam para um caminho diferente para o personagem, mas a ideia acabou sendo ajustada ao longo do desenvolvimento da série.
A estreia de Darth Plagueis

Outro destaque é a primeira aparição em live-action de Darth Plagueis. Headland explicou que a decisão de introduzir o personagem apenas no final da temporada foi estratégica.
“Eu sempre quis que Plagueis aparecesse no fim da temporada”, contou. “Colocá-lo no meio da história deixaria tudo carregado demais.”
Ela também comentou a inspiração visual para o personagem. “Antes mesmo de desenhar qualquer coisa, eu sabia que queria algo parecido com o que fizeram com o Gollum em A Sociedade do Anel”, afirmou. “Você sente a ameaça antes mesmo dos personagens sentirem.”
O final quase foi diferente
O livro revela ainda que o desfecho da temporada passou por mudanças na edição. Uma das cenas cortadas mostrava Vernestra deixando o prédio do Senado Galáctico após tomar uma decisão crucial.
“Havia um momento em que dava para entender melhor a escolha da Vernestra”, disse Headland. No entanto, a equipe optou por outro encerramento para manter a fluidez da conclusão.
Com a confirmação de que a segunda temporada não acontecerá e com a Lucasfilm seguindo outros caminhos dentro do período da Alta República, o destino dos personagens apresentados em The Acolyte permanece indefinido.
Por enquanto, a série segue disponível no Disney+, funcionando como um capítulo isolado dentro do universo Star Wars e como registro de uma abordagem diferente que, para sua criadora, atingiu exatamente o objetivo traçado desde o início.