
O episódio final da segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos, intitulado “O Velocino funciona bem demais”, trouxe uma revelação que muda bastante a compreensão de um dos eventos mais importantes do universo da série. A história de Thalia Grace, repetida por anos no Acampamento Meio-Sangue como um ato de bravura, ganha um novo significado no desfecho exibido pelo Disney+.
Até então, o público acompanhava a versão conhecida também pelos leitores de Rick Riordan: Thalia teria se sacrificado ao enfrentar as Fúrias para garantir que seus amigos chegassem ao acampamento em segurança. No momento final, um raio de Zeus teria transformado a jovem em uma árvore, criando a barreira que protege o local.
O que a série revela agora muda completamente essa percepção.
Atenção: o texto a seguir contém spoilers do final da 2ª temporada
Ao longo da temporada, personagens como Annabeth reforçam a versão tradicional dos acontecimentos. Thalia teria segurado as Fúrias sozinha, pagando com a própria vida para salvar Luke e Annabeth.
No entanto, o episódio final mostra que os fatos foram bem diferentes do que se acreditava.
Zeus não perdeu Thalia, ele a puniu
Na nova versão apresentada pela série, Thalia não morreu durante o confronto com as Fúrias. Zeus desceu à Terra e destruiu os monstros pessoalmente, impedindo que a filha fosse morta naquele momento.
A reviravolta acontece logo em seguida. Thalia já tinha conhecimento da Grande Profecia e deixava claro que não aceitaria ser usada como ferramenta dos deuses contra Cronos. Ao renunciar Zeus como pai e afirmar que deixaria o acampamento ao lado de Annabeth e Luke, ela desafia diretamente a autoridade do Olimpo.
Como resposta, Zeus transforma Thalia em uma árvore contra a sua vontade. O gesto não surge como proteção ou recompensa, mas como punição e forma de controle.
Quíron foi obrigado a esconder a verdade
Outro ponto revelado no final da temporada envolve Quíron. A série mostra que ele presenciou a decisão de Zeus e recebeu a ordem direta de esconder o que realmente aconteceu.
Assim, a história do sacrifício heroico de Thalia foi criada e espalhada no Acampamento Meio-Sangue como forma de encobrir a atitude do deus. Durante anos, semideuses cresceram acreditando em uma versão que agora se revela falsa.
Essa mudança também redefine o papel de Zeus dentro da série, apresentando-o de forma mais rígida e distante do ideal heroico que muitos personagens acreditavam representar.
Thalia retorna após a cura da árvore
Com o Velocino de Ouro usado para curar a árvore envenenada por Luke Castellan, Thalia retorna à vida no final da temporada. A série deixa claro que ela não desperta como alguém em paz com o passado.
Ao contrário, a semideusa carrega ressentimento pelo que sofreu e pelo tempo em que ficou aprisionada, sem escolha, em forma de árvore. Esse retorno abre um novo caminho para a personagem, bem diferente do que os livros apresentaram até esse ponto.
O que muda para a terceira temporada
A volta de Thalia cria um novo equilíbrio de forças dentro da história. Filha de Zeus, consciente da profecia e marcada por uma traição direta do Olimpo, ela surge como uma figura imprevisível para os próximos episódios.
A série deixa no ar a possibilidade de conflitos mais diretos entre semideuses e deuses, especialmente com Thalia ocupando um papel de destaque na terceira temporada. Sua relação com Luke, Annabeth e Percy tende a ganhar novos contornos a partir dessa revelação.
A 3ª temporada de Percy Jackson e os Olimpianos, já confirmada pelo Disney+ para 2026, está prevista para estrear no final de 2026 e deve aprofundar as consequências dessa grande mudança apresentada no encerramento do segundo ano.