
A presença da inteligência artificial no cinema segue avançando e, com ela, surgem discussões cada vez mais intensas sobre até onde essa tecnologia pode ir. Em meio a esse cenário, Chris Pratt resolveu comentar de forma direta a ideia de atores digitais ocuparem espaço nas produções de Hollywood.
Durante a divulgação de seu novo filme Justiça Artificial (Mercy), o ator foi questionado sobre a possibilidade de ser substituído por uma “atriz de IA”, como Tilly Norwood, personagem virtual criada por um estúdio especializado nesse tipo de tecnologia. A resposta não deixou margem para dúvida.
“Nunca vi em um filme”
Pratt foi bastante incisivo ao falar sobre o assunto e descartou qualquer preocupação real com esse tipo de criação.
“Não acho que alguém vá me substituir por IA. Esse papo da Tilly Norwood é besteira. Nunca vi essa atriz em um filme. Não sei quem ela é. Isso só vira algo de verdade quando existe de fato”, afirmou.
O ator reconheceu que a inteligência artificial já faz parte do presente da indústria e acredita que ela pode ser útil como ferramenta de apoio, especialmente para acelerar processos e reduzir custos de produção. Ainda assim, deixou claro que vê limites bem definidos para esse avanço.
#ChrisPratt calls the buzz around AI actress Tilly Norwood “bullshit”: “I’ve never seen her in a movie. I don’t know who this bitch is.” pic.twitter.com/eLJp68qR7U
— Variety (@Variety) January 21, 2026
Tecnologia como ferramenta, não substituição
Segundo Pratt, o cinema sempre passou por transformações técnicas ao longo da história, e a IA é apenas mais uma delas. Para ele, grandes diretores continuarão fazendo bons filmes e, se fizer sentido, vão usar essas ferramentas no processo criativo.
“A indústria já foi transformada várias vezes. Isso é inevitável. Mas não dá para substituir aquilo que vem da experiência humana”, disse o ator, reforçando que criatividade, interpretação e conexão com o público não podem ser reproduzidas por algoritmos.
Ele destacou que o público pode até não saber explicar exatamente o que sente ao assistir a uma boa atuação, mas percebe quando algo é genuíno. Na ausência dessa conexão, algo sempre parece fora do lugar.
Justiça Artificial e o tema da IA

Curiosamente, o novo filme de Chris Pratt dialoga diretamente com esse debate. Em Justiça Artificial, o ator interpreta um detetive que precisa provar sua inocência após ser acusado de matar a própria esposa, enfrentando um sistema judicial comandado por uma inteligência artificial.
A produção reforça o interesse do ator em histórias que exploram o avanço tecnológico e suas consequências, mas sem colocar em xeque o papel das pessoas por trás das câmeras e diante delas.
Enquanto estúdios seguem testando novas aplicações de IA, Pratt deixa claro que não vê esse movimento como uma ameaça direta aos atores. Para ele, o fator humano continua sendo insubstituível no cinema, independentemente do nível de sofisticação das máquinas.