
O Disney+ confirmou a data de lançamento de uma produção musical bastante aguardada. O filme Springsteen: Salve-me do Desconhecido, da 20th Century Studios, estreia na plataforma em 23 de janeiro de 2026, trazendo um olhar íntimo sobre um dos períodos mais decisivos da carreira de Bruce Springsteen.
Diferente de uma cinebiografia tradicional ou de um documentário musical, o longa aposta em uma abordagem mais contida e pessoal, centrada no processo criativo por trás do álbum Nebraska, lançado em 1982.
Springsteen: Salve-me do Desconhecido acompanha um jovem Bruce Springsteen em um momento de transição. À beira de se tornar um astro mundial, ele enfrenta conflitos internos profundos, dividindo-se entre o peso do sucesso iminente e os fantasmas de sua própria história.
O filme mostra a criação de Nebraska, álbum gravado de forma caseira, com um gravador de quatro canais, no quarto do músico em Nova Jersey. Cru, minimalista e introspectivo, o disco se tornou uma de suas obras mais reverenciadas, povoada por personagens à margem, solidão e inquietação.
Inspirado em livro e pensado como drama
A produção é inspirada no livro Deliver Me from Nowhere, de Warren Zanes. Desde o início, a ideia dos produtores Ellen Goldsmith-Vein e Eric Robinson era clara: contar uma história sobre um artista em crise, e não transformar o projeto em mais um retrato celebratório da carreira de Springsteen.
Essa visão encontrou eco no diretor Scott Cooper, conhecido por Coração Louco e Tudo por Justiça. Segundo o próprio Springsteen, Cooper compreendia tanto o universo da música quanto o ambiente operário que moldou sua trajetória.
“Ele sabia que não era um filme sobre o ícone, mas sobre o homem Bruce, sozinho, encarando seus próprios dilemas”, afirmou o cantor.
Jeremy Allen White assume o papel de “The Boss”

O protagonista é vivido por Jeremy Allen White, escolha feita pessoalmente por Bruce Springsteen. Mesmo assim, o ator revelou que não aceitou o convite de imediato.
“Não foi um ‘sim’ automático, porque é o Bruce”, contou White durante a estreia do filme nos cinemas, em outubro de 2025.
Após aceitar o desafio, o ator se dedicou intensamente à preparação. Ele aprendeu a tocar guitarra e a cantar, já que todas as músicas do filme foram gravadas ao vivo durante as filmagens. Entre elas está Born in the U.S.A., registrada no lendário estúdio Power Station, o mesmo onde Springsteen gravou o álbum original.
O músico elogiou a atuação de White. “Ele não tentou me imitar. Ele entrou na minha mente, e isso ficou claro na tela”, disse.
Além de Jeremy Allen White, o filme conta com um elenco robusto. Jeremy Strong interpreta Jon Landau, empresário e amigo de longa data de Springsteen. Paul Walter Hauser vive o técnico de guitarra Mike Batlan, enquanto Stephen Graham assume o papel do pai de Bruce.
Completam o elenco Odessa Young como Faye, Gaby Hoffman como Adele, mãe do cantor, Marc Maron como o produtor Chuck Plotkin e David Krumholtz como Al Teller, executivo da Columbia Records.
Participação direta de Springsteen no projeto

Bruce Springsteen e Jon Landau participaram ativamente do desenvolvimento do filme, colaborando com o roteiro, figurinos e decisões de produção. Segundo Scott Cooper, ambos deram liberdade criativa total, ao mesmo tempo em que compartilharam histórias e memórias pessoais para garantir fidelidade emocional.
“Jon Landau me disse que era a primeira vez, em 50 anos, que Bruce entregava o volante para outra pessoa”, relembrou o diretor.
O objetivo sempre foi mostrar o homem por trás do mito. Para Cooper, o longa retrata um artista tentando entender quem ele é e qual é seu lugar no mundo, usando a música como ponto de partida para uma jornada interna.
Mais Bruce Springsteen no Disney+
Springsteen: Salve-me do Desconhecido é o segundo título envolvendo o músico disponível no Disney+. A plataforma também abriga o documentário Diário de Estrada: Bruce Springsteen and The E Street Band, ampliando o acesso a diferentes fases de sua trajetória.
Com estreia marcada para 23 de janeiro de 2026, o filme chega como uma opção para quem busca uma história introspectiva, focada em criação artística, conflitos pessoais e no silêncio que existe por trás de um dos discos mais marcantes da música americana.