Antes de Pluribus, Rhea Seehorn participou de um dos filmes mais estranhos da Disney

Rhea-Seehorn Antes de Pluribus, Rhea Seehorn participou de um dos filmes mais estranhos da Disney

Muito antes de se tornar um dos nomes mais respeitados da televisão atual, Rhea Seehorn passou por projetos curiosos no cinema e na TV. Alguns deles pouco lembrados, outros simplesmente difíceis de esquecer, mesmo para quem preferia.

Um desses casos envolve um filme da Disney lançado em meados dos anos 2000 que tentou ressuscitar uma franquia antiga do estúdio, apostando em humor familiar e efeitos questionáveis. O resultado acabou chamando atenção por motivos bem diferentes do esperado.

Além de Seehorn em início de carreira, o longa também contou com Robert Downey Jr. em um momento decisivo de sua trajetória em Hollywood, antes de sua consagração definitiva como super-herói.

Um reboot estranho de uma franquia antiga da Disney

Em 2006, a Disney decidiu revisitar a franquia iniciada ainda nos anos 1950 com Felpudo, o Cão Feiticeiro. A nova aposta foi Soltando os Cachorros, estrelada por Tim Allen, então bastante associado a comédias familiares do estúdio.

A campanha de divulgação acabou ficando marcada por um pôster perturbador, que trazia um cachorro da raça collie com olhos humanos. A imagem rapidamente se tornou assunto entre fãs e críticos, muitas vezes de forma negativa.

Mesmo com o apelo nostálgico e um elenco curioso, o filme não conquistou o público como a Disney esperava. Ainda assim, ele acabou se tornando um capítulo importante na trajetória de dois atores que, anos depois, alcançariam outro patamar na indústria.

O papel discreto, mas relevante, de Rhea Seehorn

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Em Soltando os Cachorros, Rhea Seehorn interpretou Lori, a assistente do promotor vivido por Tim Allen. Sua personagem passa boa parte do tempo tentando lidar com o comportamento errático do chefe, sem imaginar que ele está literalmente se transformando em um cachorro.

Na época, a atriz ainda buscava espaço. Seu currículo incluía curtas, filmes feitos para TV e participações em séries que não tiveram vida longa, como Minha Namorada é uma Estrela e o drama jurídico Head Cases, cancelado após poucos episódios.

Conseguir um papel de destaque em um filme da Disney, mesmo que como coadjuvante, representou um passo importante. Embora o longa não tenha favorecido grandes atuações, foi mais uma oportunidade para Seehorn ganhar experiência e visibilidade.

Antes do MCU, Robert Downey Jr. também estava ali

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Robert Downey Jr. vivia um momento delicado da carreira em 2006. Após anos afastado de grandes produções por conta de problemas pessoais, o ator começava a reconstruir sua imagem em Hollywood.

Em Soltando os Cachorros, ele interpretou o Dr. Marcus Kozak, o cientista responsável por estudar o DNA do cão místico que acaba mordendo o personagem de Tim Allen. É esse evento que desencadeia toda a confusão da história.

O papel pode parecer irrelevante hoje, mas o próprio ator já afirmou que o filme teve importância simbólica, por mostrar que um grande estúdio ainda confiava nele. Pouco tempo depois, ele assumiria o papel que mudaria tudo em sua carreira.

Um filme que não foi sucesso, mas deixou marcas

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Financeiramente, Soltando os Cachorros não chegou a ser um fracasso absoluto. O longa arrecadou US$ 87,1 milhões mundialmente, frente a um orçamento estimado em US$ 50 milhões. Ainda assim, o desempenho ficou aquém do esperado para uma produção desse porte.

A recepção da crítica foi dura, e o filme chegou a ser lembrado em premiações negativas da época. Mesmo assim, o projeto parece ter sido guardado com carinho por parte do elenco.

Em 2020, Rhea Seehorn compartilhou no X o pôster do filme e comentou, em tom bem-humorado, que “se divertiu MUITO fazendo esse filme”, conforme publicado em seu perfil oficial.

De um começo improvável ao reconhecimento atual

Anos depois, Seehorn ganharia reconhecimento mundial ao interpretar Kim Wexler em Better Call Saul, trabalho que chamou profundamente a atenção de Vince Gilligan. Essa parceria resultou em um novo projeto ambicioso.

Segundo o criador, Pluribus nem sequer havia sido concebida com uma protagonista feminina. A ideia mudou após o desempenho da atriz, como ele contou em entrevista ao The Hollywood Reporter: “Eu simplesmente amo a Rhea e escrevi isso para ela. Sabia que alguém ia contratá-la assim que Better Call Saul terminasse.”

O contraste entre Soltando os Cachorros e Pluribus mostra como trajetórias artísticas podem dar voltas inesperadas. Às vezes, até os projetos mais estranhos acabam ocupando um lugar especial na história de quem esteve ali.

Infelizmente, os filmes da franquia Soltando os Cachorros não estão disponíveis no Disney+.

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