“Não foi o filme que eu dirigi”: diretora de As Marvels desabafa sobre versão final do projeto

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Depois do lançamento de As Marvels, muito se falou sobre os bastidores do filme. O longa chegou ao fim de 2023 com críticas medianas (62% no Rotten Tomatoes) e bilheteria abaixo do esperado: pouco mais de 206 milhões de dólares mundialmente. Para um estúdio acostumado com cifras bilionárias, o resultado chamou atenção — principalmente por ser continuação direta de Capitã Marvel e envolver personagens vindas de WandaVision e Ms. Marvel.

Durante um festival de roteiristas em Dublin, a diretora Nia DaCosta falou sobre sua experiência com a Marvel Studios. Ela começou dizendo que dirigir um filme do estúdio era um sonho antigo: “Eu era muito fã de quadrinhos quando era criança”, contou.

Controle criativo limitado e frustrações

Apesar da empolgação inicial, DaCosta explicou que logo percebeu como o processo dentro da Marvel é rígido. “Entrei em um sistema que já estava funcionando e tive que me adaptar totalmente ao processo”, afirmou.

Segundo ela, o estúdio já tinha uma data de estreia definida e certas etapas da produção em andamento quando ela entrou no projeto. Isso exigiu que ela se encaixasse nos planos já estabelecidos. “A forma como eles fazem filmes é bem diferente da que eu faria normalmente”, disse. “Então, você precisa confiar no processo e torcer pelo melhor”.

Mas nem tudo saiu como ela imaginava. “Em certo momento, percebi que não seria o filme que eu propus, nem o que eu filmei no início”, revelou. Para a diretora, foi um processo de aprendizado: “Foi uma experiência, um teste, e acho que isso te fortalece como cineasta”.

Reshoots e resultados

A Marvel é conhecida por usar refilmagens em grande parte de suas produções, mas os últimos resultados mostram que essa estratégia nem sempre funciona. As Marvels acabou gerando um prejuízo estimado em 237 milhões de dólares para o estúdio.

Essa perda tem levantado discussões sobre o modelo de produção da Marvel, que passou por um período de expansão acelerada, com muitos filmes e séries sendo desenvolvidos ao mesmo tempo. Com mudanças internas e uma tentativa de desacelerar, espera-se que o estúdio repense suas decisões criativas.

Novo projeto: 28 Years Later

Nia DaCosta também está trabalhando no novo filme da franquia Extermínio, intitulado 28 Years Later: The Bone Temple. Ela fez questão de explicar que não pretende imitar Danny Boyle, diretor do original. “Eu disse a eles que não faria um filme do Danny Boyle, porque isso seria impossível e não é o que me interessa como diretora”, contou.

A proposta, segundo ela, é trazer um olhar diferente: “Minha ideia é trazer uma abordagem nova, com uma linguagem própria”, finalizou.

Sobre o filme

Em As Marvels, Carol Danvers recupera sua identidade dos Kree e se vinga da Inteligência Suprema, mas acaba lidando com as consequências disso ao tentar equilibrar o universo. Durante uma missão, seus poderes se conectam aos de Kamala Khan (Ms. Marvel) e Monica Rambeau, e juntas elas precisam aprender a agir como equipe para enfrentar uma nova ameaça.

As Marvels está disponível no catálogo do Disney+.

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